Doença do refluxo gastresofágico (DRGE)

Dezembro 2017

Mais de um terço das crianças são afetadas por problemas de refluxo gastresofágico que causam regurgitação. Esses sintomas representam uma das principais razões de consultas médicas. A regurgitação é mais frequente em bebês com idade inferior a 2 anos, e não tem nenhuma consequência sobre seu desenvolvimento.


Refluxo em bebê

As regurgitações podem ser mais graves em certos casos e gerar sintomas que afetam o crescimento do bebê. Geralmente, as regurgitações desaparecem quando alimentos sólidos são introduzidos na dieta da criança, por volta dos 12 meses de vida. Um refluxo é considerado anormal se ocorrer nos seguintes casos: fora do período das refeições, durante o sono, de modo frequente e abundante, ao mudar o bebê de posição e se houver sangue nas regurgitações.

Sintomas do refluxo do bebê

Os sintomas de refluxo gastresofágico em recém-nascidos são regurgitações em volumes pequenos após as refeições. Elas começam antes dos três meses e não têm consequências sobre o crescimento do bebê. Mesmo na fase de regurgitações, o apetite do bebê continua normal.

Sintomas mais graves do refluxo do bebê

Vômitos, amigdalites, bronquites ou otites frequentes, mal-estar generalizado (representado por choro constante), esofagite e atraso no crescimento são alguns dos sintomas de casos graves do refluxo em bebês. Nestes casos, é importante um acompanhamento mais detido para resolução do problema e evitar as consequências mais graves.

Diferença entre vomitar e regurgitar

As regurgitações ocorrem sem esforço, enquanto os vômitos exigem a contração dos músculos abdominais. É possível, no entanto, que haja associação entre vômitos e regurgitações.

Dieta para refluxo gastroesofágico

Utilize leites engrossados ou farinhas que permitam engrossar o leite. Esses leites antirrefluxo ou pré-engrossados contêm agentes, como farinha de alfarroba e amido de milho pré-cozido, que auxiliam no combate ao refluxo. Por outro lado, evite sucos de frutas ou cereais. Adapte corretamente o bico da chupeta ao leite antirrefluxo e diminua o fluxo da chupeta. Aumente o intervalo entre as refeições ou mamadas. Mantenha o bebê em seus braços após amamentá-lo. Não dê grandes quantidades. Tire um tempo para amamentá-lo.

Tratamentos para refluxo gastroesofágico

O médico pode prescrever um tratamento médico para proteger as paredes do esôfago e neutralizar a acidez: curativos gástricos que atuam na junção do esôfago com o estômago, estimulantes gástricos ou inibidores de suco gástrico. Em geral, os tratamentos são prescritos até o bebê conseguir se manter ereto sozinho, o que melhora as manifestações de refluxo. Às vezes, é necessário fazer um exame, incluindo medição de pH e endoscopia, para verificar a intensidade e as razões do refluxo, adaptar o tratamento medicamentoso e avaliar se há necessidade de uma intervenção cirúrgica.

Tratamento natural do refluxo gastroesofágico

Coloque o bebê em posição bem reta após ele se alimentar. Troque a roupa do bebê antes de alimentá-lo para não comprimir seu abdômen. Não use fraldas muito apertadas. Evite o acúmulo de resíduos na mamadeira. Deite o bebê de costas e incline seu colchão em 30 a 40 graus por meio do sistema antirrefluxo. Não movimente muito o bebê após a refeição e deixe-o descansar calmamente. Evite fumar ou mantê-lo em ambiente com fumantes.

Refluxo gastroesofágico tem cura

Sim, o refluxo gastroesofágico em bebês tem cura. Na maior parte das vezes, o problema passa quando a criança chega à idade em que consegue caminhar e se manter em pé sozinho. Em situações mais graves, os tratamentos médicos mais prescritos também são suficientes para curar a criança do refluxo.

Foto: © Pixabay.

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Artigo original publicado por Carlos-vialfa. Tradução feita por luis.saude. Última modificação: 14 de junho de 2017 às 12:04 por Pedro.CCM.
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