Como prevenir as dores de cabeça

Dezembro 2017

A dor de cabeça ou cefaleia é um problema muito frequente e uma das razões mais comuns para visitas aos médicos. Elas afetam a maioria das pessoas, pelo menos uma vez na vida. Dores de cabeça afetam milhões de pessoas em todo o mundo e podem trazer uma limitação real em suas vidas diárias. As mulheres são mais propensas a terem cefaleias do que os homens.


O tratamento para cefaleia

A escolha do tratamento sintomático e preventivo deve ser realizada e monitorada por um médico, que irá decidir qual medicamento é melhor para cada paciente dependendo principalmente das características de cada um, do tipo de dor de cabeça, da frequência da mesma e suas características (causas, duração e sintomas associados).

Evite a automedicação

É muito importante evitar a automedicação para prevenir o aparecimento da dor de cabeça crônica diária, que é desencadeada por abuso da medicação analgésica.

Conselhos para lidar com a cefaleia

Procure ajuda: a dor de cabeça é uma doença que requer, em primeiro lugar, um diagnóstico adequado. A enxaqueca não pode ser curada, mas com diferentes tratamentos, uma alta proporção de pessoas nota um alívio significativo.


Evite a automedicação: é o médico que deve decidir qual é o melhor remédio para cada tipo de dor de cabeça. O uso indiscriminado de remédios pode tornar a dor de cabeça crônica, tornando-a diária. Drogas preventivas devem ser tomadas por longos períodos de tempo e na dose recomendada para provar a sua eficácia

Reconheça e evite os elementos que desencadeiam a dor, controlando a dieta, estresse, dormindo em um horário regular, e fazendo exercícios físicos regularmente.

É muito útil ter uma conversa com o seu médico e informá-lo dos sintomas apresentados, o tratamento recebido e o impacto da dor na sua vida familiar e social. Para fazer isso, é recomendado fazer um "diário da dor de cabeça".

Desencadeadores da cefaleia

Alguns fatores são desencadeadores da cefaleia. Cada pessoa deve observar qual fator está relacionado com o seu problema, ou se são diversos fatores.

Estresse e perturbações do sono

Entre os mais comuns estão a fadiga e excesso de trabalho, viagens e locomoções de carro, o estresse emocional e também o relaxamento pós-estresse (que pode acontecer após um dia/período festivo). O excesso ou a falta de sono noturno, fazer sesta, dormir durante o dia, pular refeições, fazer jejum prolongado, ter uma dieta desequilibrada também podem desencadear as crises.

Exercícios e mudanças atmosféricas

Outros fatores são o exercício físico intenso: tênis, futebol (cabeçadas), escalada, saltos, alterações de temperatura ambiente, altitude ou depressão atmosférica, ocorrência de tempestades. Também o excesso de luzes intermitentes que ocorrem quando se dirige à noite, em discotecas, ou ao assistir televisão sem luz adequada.

Mudanças hormonais

Nas mulheres, fatores que levam a mudança hormonal são desencadeadores, os principais são a menstruação, ovulação, contraceptivos orais, tratamentos hormonais, gravidez e menopausa.

Sensibilidade alimentar e alterações na dieta

Todos os pacientes devem saber aqueles alimentos que favorecem a ocorrência da enxaqueca, por exemplo, chocolate, queijos envelhecidos, carnes, cachorro-quente, hambúrgueres, bacon, comida chinesa, comida gordurosa, laranjada, milho, ovos, leite, cebola, amendoim, abacaxi, soja, tomate, alimentos fermentados, aditivos alimentares.


A ingestão de álcool e a retirada abrupta de café em consumidores muito habituais também podem causar a cefaleia.

Medicamentos

Alguns medicamentos, como anti-hipertensivos, vasodilatadores arteriais, diuréticos e medicamentos para a asma, são desencadeadores. A interrupção súbita de um medicamento contra a enxaqueca após uso constante também pode levar ao aparecimento de crises.

Foto: © Elena Kharichkina - Shutterstock.com
Publicado por Joana.Saude. Última modificação: 14 de outubro de 2017 às 20:54 por Natali_CCM.
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