Abuso de smartphone: perda de memória

Agosto 2017

Estudo do laboratório Kaspersky realizado com 6 mil pessoas revelou que mais de 50% dos usuários de smartphones e tablets não conseguem se lembrar do número de telefone de pessoas próximas. Além disso, 43% dos entrevistados afirmou que confia no celular para memorizar por eles o que precisam. Os resultados mostram a impossibilidade em reter informações que algumas pessoas adquiriram pela facilidade em acessá-las em seus smartphones. Cerca de metade dos entrevistados considera que o celular guarda tudo que eles precisam saber ou se lembrar durante o dia.


Amnésia numérica

Os especialistas envolvidos na pesquisa afirmam que a situação relatada por boa parte dos entrevistados diz respeito a uma condição intitulada de amnésia numérica, que corresponde ao esquecimento de informações inscritas em um smartphone. Esse fenômeno, afirmam eles, afeta pessoas de todas as idades, bem como homens e mulheres em igual medida.

Bicho de pelúcia e prótese cerebral

Diversos pesquisadores apontam que o smartphone desempenha, para muitas pessoas, o mesmo papel que os bichinhos de pelúcia ou outros brinquedos têm para bebês e crianças. Sua perda, assim como os brinquedos, podem detonar episódios de pânico e tristeza entre adultos. Já outros estudiosos apontam que o celular ou tablet cada vez mais funciona como uma prótese cerebral ou como um aparelho que trabalha como extensão da memória do usuário.

Estresse pela perda do aparelho

O estudo do Kaspersky mostrou que a perda do aparelho ou roubo das informações registradas nele pode causar situações de grande estresse entre usuários. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade de se proteger os dados inscritos no celular. No entanto, apenas um em cada três donos de smartphones e somente 25% dos usuários de tablets utilizam algum programa ou ferramenta que proteja ou faça backup dos seus dados.

Mudança nas relações sociais

Conectados 24 horas por dia aos seus smartphones, usuários desse tipo de aparelhos se comunicam cada vez menos e de maneira mais superficial com familiares e amigos próximos.

Esgotamento profissional

A conexão permanente também pode estar na origem de casos de burnout, a síndrome do esgotamento profissional. Sem se desconectar, o usuário está sempre à disposição do empregador para realizar pequenos serviços mesmo durante finais de semana e dias de férias.

Foto: © manaemedia - 123RF.com

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Publicado por Pedro.CCM. Última modificação: 7 de agosto de 2017 às 16:18 por Pedro.CCM.
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