Arterite das pernas

Novembro 2017


Definição

A arterite das pernas, que também é chamada de arterite obliterante dos membros inferiores (ou AOMI), é uma patologia causada pela diminuição do calibre das artérias que levam o sangue aos membros inferiores. Ela é essencialmente causada pelos depósitos de colesterol na parede das artérias. A arterite das pernas pode, em alguns casos mais graves, estar ligada a doenças inflamatórias crônicas ou autoimunes.

Manifestações

A AOMI é no primeiro momento assintomático. É apenas após algum tempo (na medida em que o depósito de colesterol aumenta) que aparecem os primeiros sintomas:
  • Fadiga ao caminhar;
  • Câimbras musculares nos pés ou nas pernas durante a caminhada (dor intermitente), com diminuição progressiva do tempo de caminhada antes da aparição deste incômodo.
  • Dores nas pernas mesmo em repouso e à noite;
  • Sintomas cutâneos nas pernas ou até uma gangrena em estágio terminal.

Diagnóstico

Diversos elementos permitem fazer o diagnóstico de arterite nas pernas. Primeiramente os sinais clínicos (dores como câimbras para caminhar e distância percorrida cada vez menor) e a diminuição de pelos. Além disso, quando a AOMI está particularmente avançada, podemos encontrar úlceras da pele e necroses com as dificuldades de cicatrização. O diagnóstico é geralmente confirmado por ecodoppler (para visualizar a circulação sanguínea), arteriografiao ou ressonância magnética.

Prevenção

Para prevenir a arterite das pernas é necessário limitar os fatores de risco que são os excessos alimentares que causam uma elevação grande do colesterol, o sedentarismo, o consumo de álcool e sobretudo o tabaco. Além disso, é essencial ser acompanhado para identificar eventuais patologias anexadas à arterite, como por exemplo a hipertensão arterial e a diabetes que devem ser bem controladas.

Tratamento

O tratamento da arterite das pernas é baseado sobretudo na prevenção. Além disso, alguns medicamentos são dados aos doentes: os anti-agregantes plaquetários para lutar contra o estreitamento do tamanho das artérias, associados a outros tratamentos médicos que permitem a diminuição do colesterol sanguíneo, o controle eventual da diabetes e da hipertensão arterial. Se a evolução do doente for muito avançada, uma dilatação da artéria em causa pode ser realizada com a ajuda de um balonete, chamado de stent, espécie de recurso que mantêm a artéria alargada. Uma outra solução pode ser a cirurgia com a realização de uma pontagem, espécie de ponte" que contorna a região entupida. Procedemos a uma amputação em casos mais graves.
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Publicado por asevere. Última modificação: 16 de dezembro de 2014 às 14:47 por asevere.
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