Como diferenciar os tipos de diabetes

Dezembro 2017

Recentemente, um hospital no Texas, nos Estados Unidos, divulgou que fez o diagnóstico de diabetes tipo 2 em uma menina de três anos, que se tornou a paciente mais jovem a ter a forma da doença.

O caso é a exceção que confirma a regra, dizem os especialistas. Em geral, crianças com diabetes são portadores do seu tipo 1. Já o tipo 2 acomete mais adultos acima de 40 anos sedentários e que sofrem de obesidade.

Segundo o médico Michael Yafi, que apresentou o caso à comunidade científica, a dieta da menina era rica em calorias e gorduras e ela, apesar da pouca idade, já pesava 35 kg, duas vezes mais que a média de sua idade.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é a modalidade mais conhecida da doença e afeta 90% dos diabéticos. Em geral, essa condição se desenvolve progressivamente com a idade. A diabetes tipo 2 se instala devido à má utilização do hormônio insulina pelas células do organismo. O portador começa a produzir açúcar em excesso que não é assimilado e utilizado pelos músculos.


Nessas condições, o pâncreas fica sobrecarregado, pois não consegue produzir insulina suficiente para eliminar o excesso de açúcar no sangue.

No início da doença, a diabetes tipo 2 é assintomática. Apenas quando a taxa de açúcar no sangue ultrapassa os 2 gramas por litro, ou seja, quando a doença já está bem avançada, é que os primeiros sintomas começam a aparecer.

Diferentes fatores como histórico familiar, sobrepeso e sedentarismo aumentam o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O tratamento é feito com a mudança de hábitos alimentares e prática de exercícios físicos regularmente combinadas a uso de insulina por via oral ou injetável.

Diabetes tipo 1

Menos frequente que a anterior, a diabetes tipo 1 afeta principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos. Ligada a uma predisposição genética, essa forma da diabetes é uma doença autoimune.

Nessa forma, as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina são destruídas pelo próprio sistema imunológico do paciente e o hormônio para de ser secretado. Para substituir a ausência de insulina endógena, a única solução possível é a insulinoterapia, que consiste no uso diário e para toda a vida da insulina injetável.

Alguns sintomas devem alertar os pais para a presença da doença em seus filhos. Os principais são perda de peso rápida associado a fome frequente, além de vontade de urinar diversas vezes ao dia. Hoje em dia, a atenção precisa ser redobrada pois os casos de diabetes tipo 1 dobraram nos últimos 15 anos.

Foto: © alexmit - 123RF.com
Publicado por Pedro.CCM. Última modificação: 15 de outubro de 2017 às 22:16 por Natali_CCM.
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