Tireoidite de Hashimoto: sintomas e tratamento

Setembro 2017

A tireoidite de Hashimoto, também conhecida como tireoidite linfocítica crônica, é uma doença autoimune caracterizada por uma inflamação na tireoide que se origina em um erro no sistema imunológico: o organismo passa a produzir anticorpos contra as células da glândula. O problema afeta mais as mulheres do que os homens.


Sintomas da tireoidite de Hashimoto

Devido ao ataque às células da tireoide, ocorre uma baixa dos hormônios produzidos por ela (T3 e T4), causando hipotireoidismo. Entre os sintomas está o aparecimento do bócio, com o inchaço da glândula e do pescoço, grande fadiga, ganho de peso, rosto inchado e aumento no volume dos dedos. Também observa-se ressecamento da pele, episódios de constipação, diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial.

Diagnóstico da Tireoidite de Hashimoto

A diminuição da secreção dos hormônios T3 e T4 está relacionada ao aumento dos anticorpos dirigidos contra a tireoide, os anti-TPO (peroxidase anti-tireoide). A taxa elevada destes anticorpos no sangue sugere o diagnóstico da doença de Hashimoto. O ultrassom da tireoide mostrando um bócio hipoecoico geralmente confirma o diagnóstico.

Tratamento da tireoidite de Hashimoto

O tratamento compreende administrar durante muitos anos, geralmente durante toda a vida, os hormônios da tireoide para compensar a produção insuficiente da glândula. Esse tratamento não afeta a causa da doença, de origem autoimune, mas permite uma melhor função da tireoide e o paciente pode levar uma vida normal.

O tratamento também depende da intensidade do hipotireoidismo. Quando este é baixo, considera-se a possibilidade de não administrar nenhum tratamento, mas realizar apenas monitoramento regular. Quando o diagnóstico é feito muito cedo, antes da glândula tireoide ficar demasiado grande, a terapia medicamentosa muitas vezes permite estabilizar ao diminuir ou mesmo normalizar o volume da tireoide.

Supervisão médica

O tratamento está adaptado para cada paciente com base nos níveis sanguíneos de TSH, T3 e T4 e dos resultados da ultrassom da tireoide. O médico ajustará a dose de medicamento de acordo com o volume da tireoide e a evolução dos eventos.

Foto: © Blaj Gabriel - Shutterstock.com

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Publicado por Joana.Saude. Última modificação: 12 de setembro de 2017 às 12:01 por Pedro.CCM.
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