Causas e diagnóstico da acromegalia

Novembro 2017

A acromegalia, também chamada de doença de Pierre Marie, é uma doença rara provocada pela intensa secreção do hormônio do crescimento (GH). As consequências físicas e psicológicas dessa patologia precisam ser melhor conhecidas pela medicina para que os diagnósticos sejam feitos de maneira precoce, evitando complicações importantes para a vida dos pacientes. Atualmente, o tempo entre a aparição dos primeiros sintomas e o diagnóstico final de acromegalia varia entre 4 e 10 anos.


Sintomas da acromegalia

A acromegalia se caracteriza pela aparição progressiva de diversas modificações no aspecto físico do paciente. O rosto e as extremidades do paciente, como pés e mãos, se alargam. Além disso, é possível observar desenvolvimento de diabetes, hipertensão arterial e problemas de visão.

Causas da acromegalia

Na grande maioria dos casos, a acromegalia é provocada pelo desenvolvimento de um adenoma hipofisário, tumor benigno na hipófise, pequena glândula situada no cérebro que aumenta de tamanho, elevando também sua produção do hormônio do crescimento. Em situações mais raras, a acromegalia pode ser provocada por uma hiperatividade da hipófise. A doença também pode ser hereditária ou, em outros casos, ter causa desconhecida.

Diagnóstico da acromegalia

O diagnóstico da acromegalia pode ser efetuado por exame clínico que constate a ocorrência de deformações específicas da doença. Infelizmente, esse diagnóstico tende a levar anos para ser feito devido ao desenvolvimento lento das modificações corporais. Em crianças e adolescentes, o diagnóstico costuma ser mais rápido ao se perceber que o jovem é mais alto que a média de sua família.

Exames para diagnóstico

Por conta disso, o diagnóstico da acromegalia é mais rapidamente realizado através de alguns exames laboratoriais que devem ser prescritos por um médico em caso de suspeita mínima da doença.

O exame de sangue para verificar os níveis de hormônio do crescimento, proposta mais óbvia, não é muito confiável pois o nível do GH no corpo varia e é necessário a realização de diversos testes para comprovação do diagnóstico.


Assim, a combinação de outros exames é a forma mais indicada para se diagnosticar a acromegalia. Um raio-X consegue avaliar a existência e volume do tumor hipofisário. Já um teste oftalmológico analisa as repercussões do adenoma sobre os nervos óticos.

Por fim, dosagens sanguíneas de prolactina, hormônios sexuais, tireoidianos - todos controlados pela hipófise - podem indicar um funcionamento desregulado da glândula.

Foto: © Anurak Ponapatimet - 123RF.com
Publicado por Pedro.CCM. Última modificação: 17 de outubro de 2017 às 21:36 por Natali_CCM.
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