Fratura nas costelas: diagnóstico e tratamento

Novembro 2017

Na caixa torácica possuímos 24 costelas, embora apenas 14 delas sejam realmente costelas, porque seis são consideradas falsas e as quatro últimas, flutuantes. As costelas protegem os nossos órgãos internos, como coração e pulmões, o que pode nos indica o quão importante a caixa torácica é para os seres humanos.


Causas das fraturas nas costelas

As fraturas nas costelas são as lesões mais comuns do tórax e são geralmente causadas por pancadas ou traumatismos nesta área. Quando ocorre uma quebra ou rachadura na caixa torácica ou uma fratura da cartilagem que une as costelas ao esterno é dito que ocorreu uma fratura da costela, embora o osso não esteja necessariamente quebrado. As fraturas podem ser causadas por quedas ou impacto com o volante em um acidente de carro, por exemplo. Elas também podem ser causadas por tosse ou espirro muito forte, especialmente se a pessoa tem ossos fracos devido à osteoporose. Em crianças, as costelas são mais elásticas, de modo que as fraturas são mais frequentes em adultos.

Costelas que mais quebram

Das 24 costelas, as duas mais altas são protegidas pelas clavículas e o músculo peitoral. Já as duas mais baixas são mais móveis que as outras. Assim, as demais costelas intermediárias são as mais propensas a sofrer fraturas.

Sintomas da fratura nas costelas

Entre os sintomas da fratura na costela estão dor ao respirar, pressão dolorosa na área do esterno, desconforto muscular na área, dor de cabeça, insônia temporária, cansaço e dificuldade de movimentos. Estes são geralmente os sintomas que nos alertam para a existência de uma fratura nas costelas. Entretanto, antes de avaliar a manifestação dos sintomas é importante atentar para se você sofreu alguma pancada, queda ou traumatismo recentes.

Nestes casos, a dor ao respirar normalmente é um sinal claro de fratura. Se este sintoma estiver presente, é importante consultar o seu médico e discutir outros possíveis problemas para que ele possa examinar e diagnosticar qualquer lesão. As fraturas de costelas podem ser perigosas, pois há risco de danificar órgãos internos, tais como vasos sanguíneos ou pulmões.


A fratura também gera costumeiramente dor na área de modo que, ao exercer pressão sobre o esterno, o problema será detectado com facilidade. A dor pode se espalhar e causar dores musculares gerais (sempre em torno da parte afetada), que por sua vez pode provocar cansaço e dificuldades para se movimentar, além de dor de cabeça e insônia, já que a dor constante que ocorre a cada respiração impede o descanso durante a noite.

Diagnóstico de fratura nas costelas

Em primeiro lugar, é necessário consultar o médico caso você tenha sofrido alguma pancada ou traumatismo na região peitoral e estiver sentindo dor. O melhor a se fazer é realizar uma radiografia de tórax para checar se há fraturas. Ainda assim, às vezes uma fratura não é percebida em radiografias. Mas através de uma ausculta na região o médico pode efetuar o diagnóstico, além de se certificar que não há nenhuma outra lesão.

Tratamento da fratura nas costelas

Na maioria dos casos, o mais aconselhável é repousar por cerca de seis semanas e tomar medicamentos analgésicos, tais como o ibuprofeno ou paracetamol. Ao reduzir a dor, o sono melhora e o paciente fica mais aliviado. Quando as lesões podem comprometer um órgão vital, em primeiro lugar deve-se realizar ultrassom para averiguar o alcance da lesão. Em alguns casos realiza-se uma cirurgia para soldar o osso com placas e pinos. Se houve danos aos órgãos periféricos, a cirurgia é necessária. A maioria das fraturas ficam curadas em dois a seis meses, exceto em casos graves. É importante não fumar caso tenha sofrido esse tipo de lesão para não dificultar ainda mais a respiração. É também recomendado colocar gelo ou bandagens frias no local da lesão, descansar e não carregar peso.

Foto: © La Gorda - Shutterstock.com
Artigo original publicado por DRA. MARNET. Tradução feita por Joana.Saude. Última modificação: 24 de abril de 2017 às 16:04 por Pedro.CCM.
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