Cuidados ao mudar o método contraceptivo

Janeiro 2018

Hoje em dia, existem diversas formas de administração de anticoncepcionais que se adaptam às necessidades e gostos dos casais. De tempos em tempos, algumas mulheres decidem mudar de método contraceptivo. Para isso, é extremamente necessário procurar um ginecologista. Só este profissional poderá decidir a dosagem e momento apropriados para a troca. A automedicação é perigosa e, nestes casos, pode resultar numa gravidez indesejada.


Contraceptivos femininos

Atualmente, os tipos mais comuns de contraceptivos femininos são os anticoncepcionais orais, ingeridos diariamente para impedir a ovulação; os anticoncepcionais injetáveis, tomadas mensalmente ou a cada três meses; emplastro contraceptivo, que libera hormônios no contato com a pele; implante subdérmico, tubo inserido debaixo da pele; e o DIU hormonal, que pode ser mantido no corpo por até cinco anos.


Por sua baixa eficácia e a necessidade de ciclos menstruais muito regulares, o método da tabelinha não é recomendado por especialistas. Por fim, a cirurgia de ligadura de trompas é um método contraceptivo permanente e de difícil reversão.

Mudança de método

A escolha de um método contraceptivo é um processo que pode envolver apenas a mulher ou contar com a participação do parceiro. No entanto, as necessidades de contracepção podem mudar com o tempo e demandar alterações no método de prevenção da gravidez. Qualquer mudança, no entanto, só deve ser iniciada no momento da renovação do ciclo menstrual para permitir que os hormônios se ajustem. No caso de pílulas, por exemplo, a nova substância deve ser iniciada após o último dia do comprimido anterior. Já a injeção deve ser feita na data agendada para a sua realização, independentemente do dia em que o sangramento ocorreu.

Mudar anticoncepcional injetável para pílula

Se a mulher decidir, junto com seu ginecologista, mudar do anticoncepcional injetável para a pílula de uso oral o início da cartela deve coincidir com a data em que ocorreria a injeção seguinte. Por outro lado, se ela migrar da pílula para o contraceptivo injetável a cartela deve ser completada e a mulher precisa aguardar a próxima menstruação. A injeção deve ser realizada até o terceiro dia de menstruação.

Posso mudar de anticoncepcional no meio da cartela

Sim, a interrupção do uso da pílula anticoncepcional para um outro método contraceptivo pode ocorrer mesmo que a cartela do ciclo atual não tenha sido completada. Para isso, no entanto, é necessário aconselhamento ginecológico. Por outro lado, se a mudança for de marca da pílula o procedimento mais comum é encerrar uma cartela e iniciar a outra no dia seguinte.

Posso mudar de anticoncepcional por conta própria

Não. Cada marca de pílula possui suas próprias características e concentrações de hormônios. A decisão sobre qual marca de pílula tomar é exclusiva do seu ginecologista que vai ponderar todos os prós e contras de cada pílula para definir qual a mais adequada para você. Não se deve selecionar a pílula por indicação de familiares ou amigas. A escolha da pílula sem indicação de um especialista inclusive pode reduzir sua eficácia e provocar uma gravidez indesejada.

Mudar anticoncepcional pode engravidar

Sim, por conta disso, toda vez que a mulher decidir pela mudança do método contraceptivo é de extrema importância que seja utilizado um método de barreira auxiliar durante os primeiros sete dias do novo contraceptivo. Neste período, o anticoncepcional deve ser combinado com uso de preservativo masculino ou feminino.

Foto: © Stanislav Malyarevsky - Shutterstock.com

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Publicado por Pedro.CCM. Última modificação: 14 de março de 2017 às 11:10 por Pedro.CCM.
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