Síndrome do pé diabético: riscos

Novembro 2017

A síndrome do pé diabético é uma das principais complicações da diabetes e úlceras e amputações nos pés são muito frequentes entre pacientes com a doença. Os problemas, em geral, são provocados por traumatismos mínimos, exigindo atenção redobrada por parte dos portadores de diabetes.


Fisiopatologia do pé diabético

As lesões nos pés de diabéticos são normalmente provocadas por casos de neuropatia - periférica e autonômica -, duas complicações bastante frequentes na diabetes e às vezes associadas a uma infecção. O diabético apresenta problemas de sensibilidade ao calor e ao frio, além de diminuição da sensação de dor. Com isso, ele não percebe os traumas que podem afetar os pés e acaba se ferindo sem se dar conta. O diabético também tem maior ressecamento da pele, o que provoca fissuras. Algumas delas dão origem a infecções. As deformações dos pés provocam a aparição de calosidades, outra fonte de feridas e infecções posteriores. Uma lesão do pé não tratada pode ter consequências muito graves para um paciente diabético.

Complicações do pé diabético

A complicação mais frequente do pé diabético é a formação de úlceras. É fundamental que, ao primeiro sinal do problema, o paciente seja tratado de maneira adequada e completa já que o desenvolvimento da úlcera está diretamente ligado a infecções e amputações.

Tratamento antibiótico do pé diabético

Úlceras e outras lesões infectadas no pé de pacientes diabéticos devem ser tratados com uso de medicamentos antibióticos, que combatem a presença de bactérias. A decisão sobre qual antibiótico será usado cabe exclusivamente ao médico especialista e se baseia nas condições do pé do paciente e no estágio da infecção.

Prevenção do pé diabético

Estudos apontam que 85% das complicações da síndrome do pé diabético poderiam ser evitadas com acompanhamento médico e hábitos simples por parte do paciente. Entre eles estão avaliação frequente do estado dos pés, com busca por possíveis focos de lesões, higiene regular com sabão neutro e água abundante, corte reto das unhas e secagem completa dos pés após o banho, dando especial atenção ao espaço entre os dedos.

Estatísticas do pé diabético

Estima-se que 5% a 10% dos diabéticos sofrerá uma amputação. Entre eles, aliás, o risco de uma amputação é 40 vezes maior do que entre os não diabéticos. Em média, 19% dos pacientes diabéticos que passam por uma amputação morrem em menos de um ano. Por outro lado, 65% têm sobrevida de três anos e 41%, de cinco anos.

Foto: © schankz - Shutterstock.com
Artigo original publicado por Carlos-vialfa. Tradução feita por Pedro.CCM. Última modificação: 16 de outubro de 2017 às 23:02 por Natali_CCM.
Este documento, intitulado 'Síndrome do pé diabético: riscos', está disponível sob a licença Creative Commons. Você pode copiar e/ou modificar o conteúdo desta página com base nas condições estipuladas pela licença. Não se esqueça de creditar o CCM Saúde (saude.ccm.net) ao utilizar este artigo.