Acne pode fazer bem para a pele, diz estudo

Pedro.Saude - 30 de setembro de 2016 - 11:11

Acne pode fazer bem para a pele, diz estudo

Espinhas na adolescência indicam telômeros mais longos e consequente desaceleração do envelhecimento

(CCM SAÚDE) — Acne é algo que incomoda muito os adolescentes. Porém, a presença de espinhas no rosto durante a juventude pode garantir uma pele mais saudável no longo prazo, aponta pesquisa da King's College, no Reino Unido.



De acordo com a equipe responsável pelo estudo, entre elas a brasileira Simone Ribeiro, a ocorrência de acne na adolescência indica uma predisposição maior da pessoa a apresentar telômeros - as extremidades dos cromossomos - mais longos em seus glóbulos brancos. Tal situação, já está comprovado, está ligado a um envelhecimento mais lento.

A pesquisa, publicada no periódico 'Journal of Investigative Dermatology', comparou informações de 1.205 mulheres gêmeas - o número ímpar se explicaria pela desistência de alguns voluntários durante o experimento. Entre elas, cerca de 25% informou ter sofrido com cravos e espinhas quando adolescente. Este grupo foi o que apresentou maior prolongamento dos telômeros, confirmando tese já existente entre dermatologistas.

"Por muitos anos, dermatologistas têm identificado que a pele de quem sofreu com a acne parece envelhecer mais devagar do que a pele daqueles que não tiveram. Nosso estudo sugere que a causa está ligada ao comprimento dos telômeros que parece ser diferente entre as pessoas com histórico de acne e garantir proteção às células", afirmou Ribeiro.

Foto: © Dmitry Melnikov - Shutterstock.com
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