Cientistas apontam 122 anos como limite de vida

Pedro.Saude - 6 de outubro de 2016 - 09:39

Cientistas apontam 122 anos como limite de vida

De acordo com estudo, francesa atual recordista de idade não será superada apesar do maior número de idosos

(CCM SAÚDE) — O mundo está envelhecendo e há cada vez mais idosos. Porém, é altamente provável que o teto de idade já tenha sido atingido há cerca de 20 anos, aponta estudo da Escola de Medicina Albert Einstein, nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, o feito da francesa Jeanne Louise Calment, falecida em 1997 aos 122 anos como a mulher mais velha do mundo, dificilmente será superado por outra pessoa.



O trabalho dos cientistas, recentemente publicado na revista 'Nature', analisou dados de mortalidade de 41 países e informações de longevidade do Japão, Estados Unidos, Reino Unido e França, nações com alto índice de indivíduos com mais de 100 anos.

Os números mostraram que enquanto a expectativa de vida e o estado de saúde de idosos com mais de 70 anos tem crescido em todo o mundo, o mesmo não ocorre com os centenários. Segundo a pesquisa, atualmente o teto de vida se encontra na casa dos 115 anos. A atual mulher mais velha do mundo é a italiana Emma Morano, com 116. "Estatisticamente, a chance de se encontrar alguém com 125 anos nos dias de hoje é de 1 em 10 mil", afirma Jan Vijg, autor da pesquisa.

Para Henne Holstege, especialista em estudos de longevidade, a medicina ainda não é capaz de prolongar a vida dos centenários, que já estão com o corpo muito debilitado em relação a idosos 30 ou 40 anos mais jovens. "Um problema cardíaco aos 70 anos pode ser revertido em pacientes com o restante do corpo sadio. Aos 100 anos, todos os sistemas já estão abalados. Se o paciente não morrer do coração, morre por outra causa", aponta ela em entrevista ao jornal 'The Guardian'.

Foto: © Ilya Andriyanov - Shutterstock.com
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