Ansiosos e depressivos, brasileiros vivem mais

Natali.Saude - 7 de outubro de 2016 - 10:13

Ansiosos e depressivos, brasileiros vivem mais

Relatório mundial de doenças aponta que brasileiros vivem mais, porém são acometidos por depressão, ansiedade e dores lombares

(CCM SAÚDE) — O relatório anual Global Burden of Disease Study, divulgado pela revista 'The Lancet', fornece uma perspectiva positiva a respeito da expectativa de vida dos brasileiros. Resultante da participação de 1.800 colaboradores em 130 países e territórios, o estudo apontou que uma criança nascida no Brasil em 2015 pode esperar viver até aos 74 anos, ao passo que sua mãe tem uma expectativa de vida de 68 anos.

De acordo com os autores, a extensão de longevidade é positiva, mas evidencia os impactos dos maus hábitos adquiridos desde a juventude, como a ingestão alta de calorias. "O aumento da expectativa de vida reduz muito a mortalidade em geral, mas, por outro lado, você tem um padrão de envelhecimento mundial que aumenta a taxa de doenças crônicas. É o que vemos também na lista de doenças que mais causam mortes no Brasil, com a doença isquêmica do coração em primeiro lugar e, em segundo, o AVC (derrame)", disse ao jornal 'Correio Braziliense' Fátima Marinho, diretora na área de Promoção de Saúde do Ministério da Saúde e uma das autoras do trabalho.

As enfermidades que mais acometem homens e mulheres no país — depressão, ansiedade e dor lombar — refletem o baixo nível de qualidade de vida. “As necessidades de trabalho estão muito estressantes, olhando a situação no âmbito geral, até mesmo a forma como anda a economia influi nesse cenário. Resumindo, as pessoas têm morrido menos, mas perderam a qualidade de vida”, destacou a especialista.

Outro ponto do estudo que impressionou os autores foi a redução de mortes maternas (gestantes e mulheres com filhos recém-nascidos) e de crianças. No mundo, 12,1 milhões de crianças com menos de 5 anos morreram em 1990. O número caiu 52% considerando 2015, quando foram registrados 5,8 milhões de óbitos. A queda foi ainda maior no Brasil: 73%, de 191.505 para 51.226.

Foto: © mage Point Fr - Shutterstock.com

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