Saúde lança campanha contra sífilis congênita

Pedro.Saude - 21 de outubro de 2016 - 07:37

Saúde lança campanha contra sífilis congênita

Objetivo do ministério é incentivar pré-natal precoce e reduzir mortalidade infantil pela doença

(CCM SAÚDE) — Foi lançada nesta quinta-feira (20) a campanha nacional contra sífilis congênita do Ministério da Saúde. O objetivo da ação é incentivar a realização do teste de sífilis por gestantes e seus parceiros já no primeiro mês de gravidez e assim impedir a transmissão materno-fetal da doença, que pode ser fatal. Cerca de 20 associações e conselhos de saúde integram a campanha ao lado do órgão federal.

A sífilis, tanto adquirida quanto congênita, tem aumentado no Brasil nos últimos anos. Isso em parte se deve ao aumento das notificações da doença, tornada obrigatória somente em 2010. No ano passado, 42,7 de cada 100 mil habitantes contraíram a doença. Entre as gestantes, a taxa foi de 11,2. Já para cada 1.000 bebês nascidos vivos, 6,5 tinham sífilis, número quase três vezes maior do que o registrado em 2010.

A principal meta da ação nacional é reduzir os casos de sífilis congênita dentro do prazo de um ano. Para isso, a campanha tem como objetivo o incentivo à realização do pré-natal precoce e do teste rápido de sífilis, disponível no Sistema Único de Saúde. Atualmente, duas em cada três gestantes com sífilis são diagnosticadas no segundo ou terceiro trimestre de gravidez, quando o risco de transmissão para o bebê é alto.

Para cumprir o objetivo, o Ministério da Saúde pretende aumentar ainda mais o número de testes distribuídos por todo o Brasil. Entre 2010 e 2015, esse número aumentou em seis vezes, chegando a 6,1 milhões de exames feitos no ano passado. Até junho de 2016, já haviam sido realizados 3,5 milhões de testes da doença, a maioria por gestantes e parceiros.

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível provocada pela bactéria Treponema pallidum. Em bebês infectados, a doença pode provocar malformações, surdez, cegueira, aborto espontâneo, parto prematuro e óbito. Se não tratada, a doença também pode ser fatal entre adultos.

Foto: © Evgeny Atamanenko - Shutterstock.com
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