Teste com Aedes modificado será feito no RJ

Pedro.Saude - 27 de outubro de 2016 - 10:02

Teste com Aedes modificado será feito no RJ

Mosquito com bactéria inofensiva ao ser humano fica incapacitado de transmitir qualquer tipo de vírus

(CCM SAÚDE) — O uso de mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia será expandido para grandes áreas das cidades do Rio de Janeiro e Niterói a partir de 2017. Ao longo de três anos, os mosquitos serão liberados em regiões com cerca de 2,5 milhões de habitantes nos dois municípios. O projeto é comandado pelo pesquisador Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A bactéria Wolbachia, inofensiva aos seres humanos, impede a fêmea do Aedes de transmitir qualquer tipo de vírus. Além da dengue e zika, a chikungunya também é passada ao homem por meio da picada do mosquito. O micro-organismo também torna estéreis as fêmeas que forem fecundadas por machos com esta bactéria.

Um projeto-piloto da iniciativa vem sendo realizado desde 2014 nos bairros de Tubiacanga, no Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niterói. Ao todo, foram liberados 340 mil mosquitos nestas áreas. Após um ano, 80% dos Aedes das localidades tinham a bactéria no corpo, o que reduziu o número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito.

O uso desta bactéria integra a ação internacional 'Elimine a Dengue', presente em cinco países. Junto com os experimentos no Brasil, os mosquitos modificados também serão introduzidos na Colômbia, outro país com altos índices de infestação de Aedes e ocorrências de dengue e zika nos últimos anos.

Foto: © Torres Garcia - Shutterstock.com
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