Mudanças para grávidas um ano após zika

Pedro.Saude - 18 de novembro de 2016 - 14:27

Mudanças para grávidas um ano após zika

Órgão divulga novas recomendações para o pré-natal e faz balanço um ano depois de declarar emergência

(CCM SAÚDE) — Um ano depois de declarar o vírus zika uma situação de emergência nacional em saúde, o Ministério da Saúde divulgou balanço e alterações no plano de combate e controle da microcefalia, principal síndrome associada à doença.

A principal mudança diz respeito ao pré-natal. As grávidas deverão fazer uma ultrassonografia extra, no sétimo mês de gestação, para avaliar possíveis malformações do feto. Além disso, bebês cujas mães tenham sido expostas ao vírus zika serão acompanhados por profissionais de saúde até os três anos mesmo que não apresentam indícios de microcefalia pelo risco de outras alterações neurológicas provocadas pelo patógeno.

Em entrevista coletiva realizada em Brasília nesta sexta-feira (18), o ministério anunciou a criação de nove Centros Confirmadores de Microcefalia, todos eles localizados em hospitais universitários da região Nordeste, onde estão concentrados quase 80% dos casos da malformação. Já estão em funcionamento, nas cidades de Recife (PE) e Campina Grande (PB), projetos-piloto de capacitação de profissionais para reabilitação de bebês com microcefalia.

No balanço de um ano da doença, o órgão federal revelou dados positivos, com queda expressiva tanto da infestação por zika quanto das ocorrências de malformações decorrentes do vírus. As notificações de infecção pelo microrganismo caíram 98% em comparação com o pico da doença, em fevereiro deste ano. Já a microcefalia apresentou 82 suspeitas semanais nos últimos dois meses, nível 86,4% inferior ao pico, registrado em janeiro de 2016.

Por fim, houve até o momento 11.119 notificações de microcefalia em todo o país. Dentre eles, 4.890 foram descartados, 3.086 ainda estão sob investigação e 2.143 crianças tiveram diagnóstico confirmado. Ao todo, 89% desses bebês receberam atendimento especializado, 71% estão em processo de estimulação precoce e 7% foi a óbito.

Foto: © Anna Omelchenko - Shutterstock.com
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