Veneno de serpente rara pode virar analgésico

Natali.Saude - 1 de dezembro de 2016 - 10:53

Veneno de serpente rara pode virar analgésico

Conhecida como "assassina das assassinas", cobra coral azul é nativa do Sudeste Asiático

(CCM SAÚDE) — Uma serpente, denominada “assassina das assassinas”, pode ser o alívio para diversas dores, segundo uma pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália.



Por possuir a maior glândula de veneno do mundo, a cobra coral azul se alimenta de outras serpentes e é nativa do Sudeste Asiático. A pesquisa, publicada na revista científica Toxin, descobriu que o veneno da serpente atinge receptores críticos para a dor nos seres humanos e poderia ser usado como método de tratamento.

"A maioria das cobras tem um veneno de ação lenta que funciona como um poderoso sedativo. Você fica sonolento, lento, antes de morrer", explica Bryan Fry, pesquisador da Universidade de Queensland. "O veneno dessa serpente funciona, no entanto, quase que imediatamente", acrescenta.

A glândula de veneno da cobra coral azul é tão grande que pode chegar a um quarto do comprimento do seu corpo. Segundo Fry, esse é o primeiro vertebrado conhecido no mundo cujo veneno age desta forma. Essa espécie de cobra, no entanto, é rara: mais de 80% do seu habitat foi destruído. Por esse motivo, Fry e sua equipe - que conta com pesquisadores da China, Estados Unidos e Cingapura - estão estudando também parentes do réptil.

Foto: © Matt Jeppson - Shutterstock.com
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