Luz piscante pode tratar o mal de Alzheimer

Natali.Saude - 9 de dezembro de 2016 - 08:36

Luz piscante pode tratar o mal de Alzheimer

Experimento foi eficiente para reduzir placa beta-amilóide em roedores e abre caminho para novas pesquisas

(CCM SAÚDE) — A luz piscante parece ter mais uma utilidade no combate a doenças. Recentemente, cientistas estadunidenses utilizaram esse recurso para reduzir, em cérebros de roedores, as placas beta-amiloides associadas ao Alzheimer em humanos.



"É um grande 'se'", disse a coautora do estudo Li-Huei Tsai, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Mas se os seres humanos se comportam de forma semelhante aos camundongos em resposta a este tratamento, eu diria que o potencial é enorme, porque é não invasivo e acessível", acrescentou.

Acredita-se que essa terapia funcione ao induzir ondas cerebrais elétricas que se tornaram disfuncionais em pessoas com Alzheimer.

Nesse experimento, os roedores foram expostos à luz estroboscópica para tentar influenciar a atividade elétrica do cérebro. Depois de uma hora de estimulação, encontraram uma redução de 40% a 50% dos níveis de beta-amiloide no hipocampo, a parte do cérebro onde acredita-se que a memória reside. Após uma semana de tratamento, placas e proteínas amiloides flutuantes foram "reduzidas acentuadamente", disse a equipe em um comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência afeta cerca de 47,5 milhões de pessoas em todo o mundo - com 7,7 milhões de novos casos a cada ano. O Alzheimer é a causa mais comum, sendo responsável por entre 60% e 70% dos casos de demência.

O estudo "pode muito bem nos dar uma faísca para novas formas de pesquisa para explorar mais a relação entre os ritmos da atividade elétrica no cérebro e a doença de Alzheimer", disse Doug Brown, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer, uma instituição de caridade britânica.

Foto: © ESB Professional - Shutterstock.com
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