Cidades da China vivem 'apolicapse de poluição'

Pedro.Saude - 22 de dezembro de 2016 - 09:40

Cidades da China vivem 'apolicapse de poluição'

Ao todo, 460 milhões de pessoas foram expostas nesta quarta-feira a níveis alarmantes de contaminação

(CCM SAÚDE) — A China viveu nesta quarta-feira (21) uma das situações mais alarmantes de poluição atmosférica já notificada no mundo. O 'Airpocalypse', como o fenômeno foi apelidado por organizações como o Greenpeace, expôs 460 milhões de pessoas em 22 cidades do país a níveis de poluição muito acima dos aceitáveis.

Na capital Pequim, as aulas foram canceladas e diversos voos tiveram que ser cancelados. Fábricas também foram fechadas na região e o porto de Tianjin, um dos maiores do país, teve parte das suas operações interrompidas. O governo chinês acredita que o problema se deve a descumprimento de regras por siderúrgicas e termelétricas.

As áreas afetadas, que ficam em regiões com exploração intensa de carvão e minério de ferro, permanecem em estado de alerta vermelho, o mais alto da escala chinesa de poluição, segundo o Ministério de Proteção Ambiental da China. Em alguns locais, os níveis de fumaça estão seis vezes acima das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na cidade de Handan, que abriga diversas siderúrgicas, o Índice de Qualidade do Ar (AQI, na sigla em inglês) registrado nas últimas 24 horas foi de 780. Um valor de 500 nessa escala já dispara o alerta vermelho para a poluição. Situações similares ocorreram em outras cidades da província de Hebei, onde fica Pequim.

Apesar do 'apocalipse' dos últimos dias, o nível de emissões de dióxido de carbono na China vem caindo desde 2014, quando o governo declarou 'guerra à poluição do ar'. O objetivo das autoridades do país é reduzir em 65% as emissões de CO2 até 2030 em comparação aos valores de 2005.

Foto: © testing - Shutterstock.com
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