Rim, fígado e coração: os mais transplantados

Natali.Saude - 2 de janeiro de 2017 - 11:55

Rim, fígado e coração: os mais transplantados

Estado de São Paulo é recordista em transplantes de coração, com 94 até setembro de 2016

(CCM SAÚDE) — De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o coração é o terceiro órgão mais transplantado no Brasil, ficando atrás somente do rim - que responde por mais de 90% dos procedimentos - e fígado.

Para se ter uma ideia da quantidade de pessoas beneficiadas por esse procedimento, de janeiro de 2006 a junho de 2016 foram realizados 2.468 transplantes de coração no Brasil. O estado de São Paulo é recordista em transplantes de coração, com 94 até setembro de 2016. O segundo lugar fica com o Distrito Federal, com 31.

Para quem não sabe quando se necessita de um transplante, em geral, o órgão precisa ser trocado quando não está fazendo seu trabalho corretamente. No caso do coração, quando o bombeamento do sangue está comprometido. É a chamada insuficiência cardíaca, que ocorre como consequência de outros problemas como infarto, problemas nas válvulas cardíacas, hipertensão e doença de Chagas. Doenças congênitas e malformações também levam ao transplante em crianças.

No transplante renal, um rim saudável de uma pessoa viva ou falecida é doado a um paciente portador de insuficiência renal crônica avançada. Ao ser implantado, ele passa a exercer as funções de filtração e eliminação de líquidos e toxinas.

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo em números absolutos. O transplante de rim é o mais comum, representando 91% dos transplantes feitos no país. A taxa de doadores é de aproximadamente 14 por milhão de habitantes, maior do que em países como a China e o Japão, mas ainda aquém da média considerada ideal de 15 doadores por milhão de habitantes, como ocorre em locais como Canadá e Austrália.

Foto: © Idutko - Shutterstock.com
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