Toalhas e lençóis podem causar infecções

Natali.Saude - 9 de janeiro de 2017 - 10:56

Toalhas e lençóis podem causar infecções

Especialistas alertam para a necessidade de sempre trocar essas peças, que acumulam bactérias

(CCM SAÚDE) — Sair do banho e se secar com uma toalha cheirosa e macia é um dos prazeres em momentos de relaxamento. Além dessa sensação, manter as toalhas sempre limpas e trocá-las com frequência também é necessário por conta dos fungos e bactérias acumulados nessas peças.

Pesquisadores alertam para o perigo que toalhas e lençóis podem trazer às nossas vidas, haja vista que eles são locais de cultivo de todo tipo de bactérias e fungos, incluindo ácaros, além de acumularem células de pele morta e secreções salivares, anais e urinárias.

Se você não tem o hábito de trocar as toalhas de mão e corpo com frequência, quando se seca, os micróbios e secreções de seu próprio corpo ficam depositados no tecido e vão se proliferando. Os resíduos celulares, junto ao oxigênio do ambiente, servem de alimento para os micróbios. E a umidade constante do banheiro favorece sua sobrevivência e reprodução.

Estudos realizados em hospitais confirmam que as toalhas e os lençóis são veículos para a disseminação de vírus e bactérias. Apesar de, comparativamente, residências não serem ambientes de alto risco, é fato que as toalhas podem se transformar em um problema. Os riscos de não trocar com frequência lençóis e toalhas vão desde infecções na pele até uma variedade de doenças como as causadas por bactérias Escherichia coli ou Staphylococcus aureus.

Quanto ao intervalo para substituir as toalhas, durante muito tempo o conselho foi de trocas semanais como uma forma de evitar infecções, mas, agora, os cientistas acreditam que até uma semana é tempo demais para usar uma toalha.

"Se você consegue secá-las completamente, não deve usá-las mais do que três vezes. Este é o máximo", aconselha Philip Tierno, microbiólogo e patologista da Escola de Medicina da Universidade de Nova York em uma entrevista para o ‘Business Insider’.

A chave, segundo os especialistas, é que entre um uso e outro a pessoa consiga secar a toalha completamente. Algo que nem sempre acontece em espaços sem janelas ou com pouca ventilação. Para acabar com os microorganismos, é preciso enxaguar a toalha com água a 60 graus. Ou, caso a água esteja em uma temperatura mais baixa que esta, usar detergentes que incluam agentes branqueadores que tenham como base o oxigênio.

Os especialistas também apontam para um sinal de alerta: o cheiro de umidade na toalha é sinal de que os micróbios estão se multiplicando no tecido - é preciso jogá-la na máquina de lavar roupas o mais rapidamente possível.

Foto: © - Shutterstock.com
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