Esteroides alteram taxa de hormônio da tireoide

Natali.Saude - 17 de janeiro de 2017 - 11:47

Esteroides alteram taxa de hormônio da tireoide

Estudo mostra que tratamento com esteroide anabolizante (EAA) altera hormônios e metabolismo da glicose

(CCM SAÚDE) — Um estudo conduzido pelos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comprova que o tratamento com o esteroide anabolizante (EAA) altera os hormônios da tireoide e o metabolismo da glicose. Eles dizem, ainda, que a utilização de doses elevadas aumenta a produção de radicais livres em tecidos como fígado, rins e coração.

De acordo com informações da 'Agência Brasil', a utilização crônica de EAA pode levar a alterações dos hormônios do organismo que acarretam modificações importantes nas taxas de glicemia, colesterol e triglicerídeos, impactando negativamente na saúde dos indivíduos que fazem uso dessas substâncias.

Para o coordenador do estudo, Rodrigo Fortunato, "é muito importante que profissionais de educação física estejam bem informados para poderem esclarecer o público sobre o tema, exercendo, assim, seu papel de promotores de saúde e bem-estar da população".

"É importante ressaltar que os radicais livres podem interagir com macromoléculas celulares como lipídeos, proteínas e ácidos nucleicos, o que está associado à fisiopatologia de diversas doenças como diabetes, câncer e infarto do miocárdio", alertou Rodrigo Fortunato.

Os esteroides anabolizantes (EAA) são compostos sintéticos derivados da testosterona, cuja ação fisiológica desenvolve efeitos divididos em duas categorias principais: os androgênicos e os anabólicos. A primeira se refere à função reprodutora e manutenção das características sexuais masculinas, enquanto a segunda é sobre a estimulação do crescimento e maturação dos tecidos não-reprodutores, entre eles os tecidos muscular e ósseo.

No início dos anos 50, fisiculturistas e halterofilistas começaram a utilizar os EAA para melhorar a aparência física e o rendimento atlético. "As doses utilizadas por esses indivíduos chegam a ser 100 vezes maiores que as concentrações fisiológicas de testosterona. Estão associadas a uma série de efeitos colaterais, sendo alguns deles irreversíveis", alertam os pesquisadores.

Foto: © wavebreakmedia - Shutterstock.com
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