Veja quem deve se vacinar contra febre amarela

Natali.Saude - 18 de janeiro de 2017 - 10:09

Veja quem deve se vacinar contra febre amarela

Vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, apenas pela picada de mosquitos infectados

(CCM SAÚDE) — Com 38 mortes notificadas em Minas Gerais e duas no noroeste paulista, em São José do Rio Preto e em Ribeirão Preto, a febre amarela tem chamado a atenção de especialistas e gerado diversos alertas, porém é importante saber quem realmente precisa se vacinar e como ocorre o contágio.

Por ora, os casos detectados de febre amarela foram transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes, porém o Aedes aegypti também pode ser o vetor. Segundo especialistas, pessoas que têm contato com área rural ou silvestre precisam estar vacinadas, porém o ideal é que todas as pessoas recebam pelo menos uma dose da vacina.

O vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, apenas pela picada de mosquitos infectados. Os casos registrados partiram de macacos da mata. Houve contágio humano porque pessoas adentraram ou estiveram próximas a essas regiões e foram picadas pelo mesmo mosquito.

Como o surto de febre amarela está concentrado fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aquelas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

Pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, bem como as que têm mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo, não devem se vacinar contra a febre amarela.

A vacinação é feita em duas doses, segundo que a segunda deve ser tomada depois de dez anos. Para áreas epidêmicas da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que é necessária apenas uma dose – a chance de o corpo entrar em contato com doença por uma segunda vez antes de perder a proteção é grande. Esse contato reforça a criação de anticorpos e funcionaria como uma segunda dose.

Foto: © Adam Gregor - Shutterstock.com

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