Teste revela problemas com dose de genéricos

Pedro.Saude - 30 de janeiro de 2017 - 09:58

Teste revela problemas com dose de genéricos

Experimento mostra que duas marcas não apresentaram nível de substância dentro do exigido

(CCM SAÚDE) — Medicamentos genéricos são uma importante opção para tratar pacientes que não teriam condições financeiras de enfrentar algumas doenças. No entanto, há marcas que não estão garantindo terapias adequadas aos seus consumidores.



Estudo realizado na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou dois produtos - a dipirona sódica do laboratório Neoquímica e a losartana sódica da EMS - que não possuem a dosagem de princípio ativo dentro do exigido pelos padrões nacionais e internacionais. Os testes foram encomendados pela 'TV Globo'.

O experimento avaliou marcas genéricas dos três remédios mais vendidos no país: losartana, que controla a pressão arterial, dipirona, contra dores e febre, e citrato de sildenafila, contra a disfunção erétil. Foram analisadas a equivalência farmacêutica (dosagem de substâncias) e o perfil de dissolução (forma como a droga se espalha pelo organismo).

No primeiro teste, mais importante, foram reprovadas a dipirona da Neoquímica e a losartana da EMS. Ambos genéricos apresentaram dosagem inferior a 95% da encontrada no medicamento de referência (Novalgina e Cozaar, respectivamente). Com isso, há risco de que seus efeitos não sejam tão eficazes quanto os obtidos pelos remédios de marca ou outros genéricos.

Já os modelos de losartana dos laboratórios Prati, Geolab e Medley não tiveram perfil de dissolução dentro do adequado. Porém, tal ocorrência foi minimizada pelos responsáveis pelo teste já que a droga é de uso prolongado, o que reduz a importância da dissolução.

Entre os produtos aprovadas estão as duas marcas - Neoquímica e Eurofarma - da sildenafila, equivalente ao Viagra, a dipirona das farmacêuticas Teuto, EMS, Germed e Medley, além da losartana produzida pela Neoquímica, Teuto, Aché e Eurofarma.

Foto: © Oleksii-Fedorenko - Shutterstock.com
Siga o CCM Saúde no Twitter