Estudo diz que há risco de nova epidemia de zika

Pedro.Saude - 1 de fevereiro de 2017 - 07:46

Estudo diz que há risco de nova epidemia de zika

Imunidade da população após primeira onda da doença não é tão alta quanto se imaginava

(CCM SAÚDE) — O Nordeste brasileiro pode ser afetado por uma nova epidemia de vírus zika nos próximos dois anos. O alerta foi feito por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.



De acordo com os cientistas, estimava-se, com base em um estudo feito após surto da doença em ilhas do Oceano Pacífico, que o vírus infectasse cerca de 80% da população das regiões afetadas, deixando este grupo imune a novos ataques, o que, consequentemente, reduzia as chances de haver outra epidemia poucos anos após a inicial.

No entanto, a revisão desta pesquisa revelou uma série de inconsistências e verificou-se que a epidemia de vírus zika afeta apenas 49% da população, deixando a outra metade do grupo vulnerável ao patógeno. "Havia percepção de que a maioria estaria imune ao vírus após o primeiro surto, mas isso caiu por terra. Devemos acender o alerta. O medo é que em 2017 ou 2018 possamos ter um retorno da doença para os 50% que não foram atingidos", afirmou à 'BBC' Carlos Brito, membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde.

O trabalho dos pesquisadores estadunidenses também mostrou que a informação, também oriunda do trabalho na Polinésia, de que 80% dos casos de infecção por zika são assintomáticos não é real. "No novo estudo sobre a Polinésia, eles já dizem que só 56% das pessoas com a doença não apresentavam sintomas. Ainda não há um percentual definitivo, mas já sabemos que é bem menos que 80%", diz Brito.

Foto: © Jarun Ontakrai - Shutterstock.com
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