Ebola: estudo identifica 'superpropagadores'

Pedro.Saude - 15 de fevereiro de 2017 - 09:06

Ebola: estudo identifica 'superpropagadores'

Pesquisa mostrou que 61% dos casos foram transmitidos por apenas 3% dos infectados durante epidemia

(CCM SAÚDE) — Quase dois terços dos casos de ebola registrados durante a epidemia da doença em 2014 foram transmitidos por apenas 3% dos pacientes infectados, revelou pesquisa de instituições britânicas e estadunidenses. A descoberta dos chamados 'superpropagadores' pode ter efeito para a contenção de outros surtos da doença nos próximos anos.

De acordo com a equipe de pesquisadores, que publicou os resultados do trabalho na revista científica 'PNAS', a identificação deste grupo de pessoas pode ser determinante para impedir a circulação do vírus. Em 2014, a resposta lenta das autoridades de saúde locais e da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi apontada como fator-chave para o ebola ter se espalhado de maneira tão importante. Ao todo, mais de 11 mil pessoas morreram pela doença.

Os cientistas também descobriram que boa parte dos grandes propagadores estavam fora do radar das equipes médicas, contaminando centenas de pessoas nas ruas de Serra Leoa, Guiné e Libéria - onde a epidemia se concentrou - enquanto nos centros de atenção e tratamento os índices de transmissão do vírus se mantinha sob controle.

Foto: © Davide Calabresi - Shutterstock.com
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