Zika aumenta risco de aborto espontâneo

Pedro.Saude - 21 de fevereiro de 2017 - 08:05

Zika aumenta risco de aborto espontâneo

Probabilidade de mulher perder o bebê é maior no primeiro trimestre e entre infectadas por nova cepa

(CCM SAÚDE) — Além da microcefalia, a infecção de mulheres grávidas pelo vírus zika eleva o risco de aborto espontâneo, principalmente no primeiro trimestre de gestação. Os dados são de pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os cientistas infectaram ratos - modificados para terem o sistema imunológico similar ao de seres humanos - com três cepas do zika. Duas mais antigas, detectadas em surtos na Nigéria e Camboja, em 1968 e 2010, respectivamente, e a cepa da epidemia mais recente, ocorrida nas Américas.

O experimento demonstrou que os abortos foram mais frequentes nos camundongos infectados no primeiro trimestre com o tipo de vírus encontrado no Brasil. Nestes casos, apenas 56% das gestações tiveram sucesso enquanto a taxa foi de 71% nos animais com o zika mais antigo.

Já quando os ratos contraíam o patógeno no segundo trimestre, o número de abortos espontâneos sofria queda significativa. Compreender os mecanismos que levam ao aborto e que permitem uma maior resistência em casos de gravidez avançada são os próximos objetivos dos pesquisadores. Com isso, será possível formular terapias para impedir a interrupção das gestações.

Foto: © Coffeemill - Shutterstock.com
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