Anvisa cria regras para coletor menstrual

Pedro.Saude - 29 de março de 2017 - 09:01

Anvisa cria regras para coletor menstrual

Produto segue sem precisar de registro na agência, mas deve passar por testes de segurança

(CCM SAÚDE) — Por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 142, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu as primeiras regras de fabricação e comercialização do coletor menstrual, 'copinho' que atua como absorvente.

A partir de agora, os coletores devem seguir as mesmas regras dos produtos de higiene bucal. Como escovas e pastas de dente, eles não precisam obter registro na agência federal, processo complexo e mais longo. Porém, os absorventes higiênicos têm que ser incluídos no sistema de notificação eletrônico da Anvisa.

Além disso, os coletores menstruais devem ser atóxicos e não conter fragrâncias ou inibidores de odores. Para comprovar essas características e reduzir o risco de infecção entre as usuárias, o produto deverá passar por testes de segurança antes de chegarem ao mercado.

Já no rótulo, o fabricante passa a ser obrigado a informar o modo de uso do produto, a frequência de lavagens e o risco da síndrome do choque tóxico (SCT), condição bastante rara provocada a partir de uma infecção bacteriana. As marcas têm 24 meses para se adaptarem à regulamentação.

Os coletores menstruais, já bastante difundidos em países europeus, têm conquistado um público cada vez maior no Brasil. Eles devem ser inseridos no canal vaginal durante a menstruação e lavados diariamente ou em frequência maior, de acordo com a abundância do sangramento. Ao final do período, o coletor deve ser esterilizado para o próximo ciclo.

Foto: © Yulia Grogoryeva - 123RF.com
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Última modificação: 29 de março de 2017 às 09:01 por Pedro.Saude.