Ausência de sono acelera o envelhecimento

Natali.Saude - 6 de abril de 2017 - 09:31

Ausência de sono acelera o envelhecimento

Pesquisa mostra que consequência físicas e mentais da perda de sono são negativas

(CCM SAÚDE) — É comum que as pessoas, ao ficarem mais velhas, durmam menos e acordem mais vezes à noite. Esse fenômeno, estudado por cientistas dos Estados Unidos, indica que, com o passar dos anos, nosso corpo perde a capacidade de ter um sono restaurador, favorecendo o envelhecimento.



Matthew Walker, um dos autores do estudo, publicado na revista científica 'Neuron', diz que a pesquisa mostrou que um dos principais problemas ligados ao envelhecimento e piorados pela falta de sono é a demência.

"Cada uma das principais doenças que estão nos matando nos países desenvolvidos - diabetes, obesidade, Alzheimer e câncer -, tem uma forte relação causal com a falta de sono. À medida que ficamos mais velhos, a probabilidade dessas doenças aumenta consideravelmente, em especial a demência", afirma.

Ele explica que, com a idade, os neurônios e os circuitos nas áreas que regulam o sono se degradam, o que gera menos tempo nos estágios do sono não-REM, fundamental para os benefícios restauradores do sono.

"Quanto mais se envelhece, a duração do seu sono é reduzida, fica mais fragmentado e o tempo gasto em cada um dos estágios é reduzido. O principal é que o tempo gasto nos estágios mais profundos - em especial no sono profundo não-REM - é reduzido dramaticamente", explica Bryce Mander, da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Foto: © Alex James Bramwell - Shutterstock.com
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