Gravidez na adolescência cai 17% em um ano

Pedro.Saude - 11 de maio de 2017 - 06:32

Gravidez na adolescência cai 17% em um ano

Dados do Ministério da Saúde também revelam aumento do parto normal e de boas práticas

(CCM SAÚDE) — A gravidez na adolescência sofreu queda de 17% no Brasil entre 2014 e 2015. Em um ano, houve redução de 661.290 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, para 546.529. Os dados são da pesquisa Saúde Brasil, do Ministério da Saúde.

A gravidez de adolescentes, que representou 18% de todos os nascimentos do país em 2015, está concentrada nas regiões Nordeste (32%) e Sudeste (32%). De acordo com a pesquisa, a maioria dos casos são de jovens negras, solteiras, sem acesso a planos de saúde e com renda familiar mensal abaixo dos dois salários mínimos.

Para Thereza de Lamare, diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do órgão federal, a queda nos índices está associada, entre outros fatores, à difusão do Programa Saúde da Família e ao aumento na oferta de métodos contraceptivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje em dia, são disponibilizados preservativos, pílula (regular e de emergência), anticoncepcional injetável, diafragma e, mais recentemente, o DIU de cobre.

Além disso, o levantamento, que entrevistou mães adolescentes, revela aumento expressivo na taxa de partos normais entre esse grupo. O salto foi de 55% em 2014 para 70% no ano seguinte. Outras boas práticas, como movimentação e alimentação da mulher durante o trabalho de parto também cresceram.

Por outro lado, ações atualmente desaconselhadas pelo ministério, como a manobra de Kristeller (pressão do útero para expulsão do bebê) e a episotomia (corte do períneo) ainda apresentam incidências bastante elevadas, de 28% e 37%, respectivamente.

Foto: © Dmitriy Shironosov - 123RF.com

Última modificação: 11 de maio de 2017 às 06:32 por Pedro.Saude.