Vírus da febre amarela sofreu mutação inédita

Pedro.Saude - 16 de maio de 2017 - 10:01

Vírus da febre amarela sofreu mutação inédita

Segundo pesquisa da Fiocruz, alterações genéticas não provocam perda de eficácia da vacina

(CCM SAÚDE) — O vírus da febre amarela que circula atualmente no Brasil sofreu uma mutação genética até então inédita em todo o mundo, aponta estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que sequenciou o DNA do patógeno encontrado em macacos bugios.

No entanto, a bióloga Myrna Bonaldo, uma das autoras da pesquisa, garante que não há risco de redução da eficácia da vacina contra a doença. Segundo ela, as mutações ocorreram em proteínas responsáveis pela replicação do vírus enquanto que o imunizante age sobre outras estruturas do DNA viral.

Os estudos, baseados no DNA de dois bugios do Espírito Santo mortos em fevereiro, mostraram que o vírus em circulação é da linhagem Sul Americana 1E, presente no Brasil há cerca de 10 anos. A vacina, por outro lado, protege contra uma série de outros subtipos, como o vírus africano e o asiático.

Análises - cujos resultados ainda não foram publicados - em mosquitos e outros macacos também identificaram a mesma mutação. O objetivo dos pesquisadores agora é ampliar o sequenciamento para vírus que infectaram seres humanos.

Atualmente, o Brasil passa pelo maior surto de febre amarela desde que o Ministério da Saúde iniciou a série histórica de dados sobre a doença, em 1980. Ao todo, o país já soma 756 casos e 249 mortes confirmadas. Todas as ocorrências se mantêm silvestres, sem notificações nas cidades.

Foto: © Mohd Hairul Fiza Musa - 123RF.com

Última modificação: 16 de maio de 2017 às 10:01 por Pedro.Saude.