Dormir pouco eleva a perda óssea, diz estudo

Natali.Saude - 17 de maio de 2017 - 10:58

Dormir pouco eleva a perda óssea, diz estudo

Redução do marcador da formação óssea foi detectado após três semanas maldormidas

(CCM SAÚDE) — Que dormir pouco está relacionado a um risco maior de desenvolver doenças já se sabe, porém uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade Endócrina dos Estados Unidos indica que uma noite maldormida favorece a perda óssea.

"Esse desequilíbrio cria uma perda óssea em potencial, que poderia levar a osteoporose e fraturas", explica Christine Swanson, professora da Universidade de Colorado. "Se a interrupção crônica do sono for identificada como um novo fator de risco para a osteoporose, isso poderia ajudar a explicar por que não há causa clara da doença em aproximadamente 50% dos 54 milhões de estadunidenses que têm baixa densidade óssea ou osteoporose", completa.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas avaliaram dez homens por cinco anos, medindo, inclusive, as consequências da restrição do sono combinada à interrupção do ciclo circadiano. No estudo, os pacientes ficaram em um laboratório onde, por três semanas, foram dormir quatro horas antes em relação ao dia anterior, o que gerou um 'dia' de 28 horas, comum quando pessoas viajam a países com fuso horário diferente.

Durante essa pesquisa, foram colhidas amostras de sangue e, após três semanas, constatou-se que todos apresentaram níveis reduzidos de um marcador da formação óssea chamado P1NP. Os homens mais jovens tiveram mais perda do marcador - 27% contra 18% dos mais velhos.

"A interrupção do sono pode ser mais maléfica para o metabolismo ósseo na juventude, quando o crescimento e o acréscimo de ossos são cruciais para a saúde do esqueleto em longo prazo. Mais estudos são necessários a fim de confirmar os resultados e explorar se há diferenças em relação às mulheres", explica Swanson.

Foto: © Alex James Bramwell - Shutterstock.com