Alzheimer: azeite extravirgem protege cérebro

Natali_CCM - 22 de junho de 2017 - 09:53

Alzheimer: azeite extravirgem protege cérebro

Trabalho feito com roedores mostrou que óleo puro reduz placas que se formam no cérebro das pessoas

(CCM SAÚDE) — Os casos de mal de Alzheimer não param de disparar em todo o mundo e pesquisadores tentam descobrir uma forma de combater essa doença. Agora, uma nova esperança é o azeite de oliva extravirgem.

Um trabalho feito com ratos pela Universidade de Temple, nos Estados Unidos, indica que ingerir o azeite em sua forma mais pura ajuda a manter a integridade da memória e reduzir placas e emaranhados que se formam no cérebro de quem é portador do Alzheimer.

A doença, que poderá afetar 135,5 milhões de pessoas em 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não tem causa conhecida, porém já se saiba que há alguns mecanismos referentes à destruição dos neurônios.

"O azeite de oliva extravirgem ativa um importante maquinário dentro das células chamado autofagia, que é responsável pela digestão e a eliminação de proteínas tóxicas, como a beta-amiloide e a tau", explica Domenico Praticò, professor do Departamento de Farmacologia e Microbiologia da universidade e principal autor da pesquisa.

"Com isso, as células nervosas podem se comunicar melhor umas com as outras e o cérebro tem menor acúmulo de placas amiloides e de emaranhados tau", completa o estudioso, dizendo que a dieta mediterrânea, rica em fruta, azeite e hortaliças, traz benefícios na prevenção ao Alzheimer - isso se associada a exercícios físicos.

O azeite de oliva extravirgem tem benefícios já reconhecidos, como o combate aos radicais livres e manutenção das estruturas celulares. A Anvisa recomenda duas colheres de sopa de azeite extravirgem por dia.

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