Número de crianças que tenta suicídio dobra

Natali_CCM - 8 de agosto de 2017 - 09:34

Número de crianças que tenta suicídio dobra

Meninas são o grupo mais vulnerável, segundo pesquisa feita nos Estados Unidos

(CCM SAÚDE) — O mundo inteiro parece estar vivendo uma epidemia de suicídios, porém, nos Estados Unidos, verificou-se o aumento do número de crianças e jovens que tiram - ou tentam tirar - a própria vida.



Em fóruns na internet aumenta a cada dia o número de mães desesperadas pedindo ajuda para tratar seus filhos, relatando o momento em que os encontrou dopado no chão depois de ingerir calmantes, produtos de limpeza ou cortar os pulsos.

Segundo dois relatórios divulgados recentemente nos EUA, houve um aumento sem precedentes nas tentativas de suicídio e mortes confirmadas entre crianças e adolescentes. As meninas são as mais vulneráveis e em geral sofrem de males como ansiedade, depressão, bipolaridade e bullying escolar, por exemplo.

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, do governo dos EUA, indica que as mortes de meninas entre 15 e 19 anos por suicídio atingiram um recorde em 40 anos e dobraram entre 2007 e 2015. Entre os meninos, houve crescimento de 30% no mesmo período. O grupo mais atingido tem entre 5 e 17 anos.

De acordo com o governo estadunidense, a taxa de suicídio infantojuvenil é maior do que a soma de óbitos por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e febre. "Há uma pressão extrema sobre esse grupo por competição, ambições e preocupações com o futuro", diz Daniel Reidenberg, diretor do Conselho Nacional para Prevenção de Suicídios, à 'BBC Brasil'.

"Crises econômicas também têm impacto, uma vez que alguns jovens se sentem um fardo para as famílias. Jogos, vídeos, TV e filmes também influenciam muito as mentes dos jovens. Outra chave para a questão são outros suicídios a que esses jovens expostos. O contágio do suicídio é real, e os jovens são particularmente sensíveis a ele", completa.

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