AVC: nova ressonância magnética prevê risco

Pedro.CCM - 24 de agosto de 2017 - 09:37

AVC: nova ressonância magnética prevê risco

Técnica avalia entupimento das artérias carótidas, quadro responsável por um quarto das ocorrências


(CCM SAÚDE) — Um novo tipo de ressonância magnética, desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido, promete salvar vidas ao ser capaz de prever a ocorrência de AVC.



A técnica inovadora e não invasiva avalia a formação de placas de gordura nas artérias carótidas dos pacientes para chegar ao seu resultado. O entupimento dessas artérias, que levam sangue oxigenado ao cérebro, é uma das principais causas de acidente vascular cerebral. No Reino Unido, elas são responsáveis por 25% dos casos.

Para a pesquisa, 26 voluntários com cirurgias de desobstrução das artérias já programadas fizeram a ressonância. Após a retirada das placas de gordura, os cientistas constataram que a quantidade de colesterol estipulada pelo exame era a mesma que foi de fato encontrada nas artérias dos pacientes. Quanto maior essa concentração, maior o risco de AVC.

Mais do que uma forma de impedir que pacientes sofram um AVC, o maior objetivo do exame é prevenir casos recorrentes, que podem deixar sequelas graves e até mesmo levar a pessoa à morte, aponta Luca Biasiolli, coautor do estudo.

"Quando uma pessoa chega ao hospital com um AVC leve, é crucial que se possa saber se o paciente tem risco de um novo AVC, que pode ser fatal. Poder quantificar o colesterol nas carótidas é muito importante para melhorar as possibilidades de tratamento", afirma o pesquisador ao jornal britânico 'The Guardian'.

Foto: © epstock - 123RF.com