Uma em cinco mortes é ligada à alimentação

Natali_CCM - 19 de setembro de 2017 - 11:13

Uma em cinco mortes é ligada à alimentação

Estudo indica que câncer mata mais agora do que há dez anos e obesidade é grande risco

(CCM SAÚDE) — Um estudo publicado na revista 'The Lancet' indica que uma a cada cinco mortes no mundo está associada à má alimentação e que o câncer mata mais pessoas agora do que vitimava há dez anos.



O levantamento, conduzido pelo Instituto de Avaliação e Medição de Saúde (IHME, em inglês), da Universidade de Washington, indicou que a má alimentação, especialmente a pobre em cereais, frutas, verduras, frutas secas e peixes, está relacionada a 10 milhões de óbitos (18,8% do total). Esses são, segundo a pesquisa, o maior fator de risco de mortalidade. O tabaco foi apontado como grande vilão.

Apesar das más notícias, a expectativa de vida, no entanto, apresentou um aumento, com estaque para o Peru. Na América Latina e no Caribe, agora a expectativa de vida para as mulheres é de 78,9 anos, e a dos homens de 72,8.

Ainda segundo a pesquisa, as mortes por hepatite viral aumentaram 22% em relação a 2000. Para os estudiosos, grande parte dos casos poderiam ser evitados, já que a maioria das pessoas nem sabe que possui a doença. As mortes por doenças infecciosas, exceto dengue, também diminuíram, bem como as causadas pelo vírus HIV.

Em relação aos transtornos mentais ouço abuso de álcool e drogas, os números, infelizmente, cresceram. Um total de 1,1 bilhão de pessoas (mais de um sexto da população mundial), são afetadas por esses problemas. Pessoas com Alzheimer ou Parkinson totalizaram 2,6 milhões em 2016 - aumento de mais de 40% em dez anos. Já o álcool e as drogas foram responsáveis por 320 mil mortes.

"Enfrentamos uma tríade de problemas que afetam muitos países e comunidades: a obesidade, os conflitos e as doenças mentais, incluindo os transtornos por abuso de substâncias", resumiu Christopher Murrray, diretor do IHME.

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