Terapias genéticas têm graves efeitos colaterais

Pedro.CCM - 20 de setembro de 2017 - 09:35

Terapias genéticas têm graves efeitos colaterais

Esperança no combate ao câncer, novas técnicas podem provocar complicações fatais nos pacientes

(CCM SAÚDE) — Terapias genéticas são a nova fronteira do tratamento do câncer. Apesar de muito promissora, esse tipo de técnica pode ter efeitos colaterais graves e até letais, alertam cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.



Em artigo publicado na 'Nature Review', o grupo de pesquisadores afirmam que a CAR-T-cell, nome da técnica liberada recentemente nos Estados Unidos para enfrentar a leucemia linfoide aguda, em caso inédito no mundo, pode provocar duas condições não relacionadas a tratamentos convencionais e que devem ser levadas em conta se a terapia genética for utilizada.

A primeira delas é a chamada síndrome de liberação de citoquinas. Em quadros leves, essa condição tem sintomas similares aos de uma gripe, mas situações mais graves podem causar falência múltipla dos órgãos e levar o paciente ao óbito.

Já a segunda é uma síndrome encefalopática - associada ou não à primeira complicação - que, através de um mecanismo de inchaço das células cerebrais, também pode matar o paciente em tratamento do câncer.

Para combater esses problemas, os cientistas defendem muita cautela na aplicação da técnica e monitoramento dos pacientes para que o diagnóstico seja feito de maneira precoce. Especialmente em relação à segunda síndrome, os especialistas indicam a realização de testes cognitivos para confirmar que o cérebro não foi afetado.

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