Vacina contra o zika evita microcefalia em bebês

Natali_CCM - 25 de setembro de 2017 - 09:19

Vacina contra o zika evita microcefalia em bebês

Quando aplicada na gravidez, medicamento criado por brasileiros combate o problema no feto

(CCM SAÚDE) — A microcefalia, consequência mais grave do zika vírus e que atingiu inúmeros bebês nos últimos anos, pode ser combatida com uma vacina criada por brasileiros e testadas com sucesso em macacos.



Criada por pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, em parceria com pesquisadores estadunidenses, a vacina que bloqueia a ação do zika na gestação evitou uma contaminação congênita de filhotes de fêmeas contaminadas. O resultado, publicado na revista ‘Nature’, também indica que o micro-organismo deixa os machos estéreis.

Em geral, o primeiro trimestre de gravidez é o mais complicado para o bebê e, por isso, a vacina precisa ser aplicada antes desse período para combater a microcefalia. Com experimentos em macacos e camundongos expostos ao zika, o projeto prevê experiências em humanos para 2019.

Nos ratos, outra descoberta importante deu mais material de pesquisa aos cientistas. Ratos machos expostos ao zika tiveram esterilidade ou redução grande na quantidade de espermatozoides e tamanho dos testículos.

"Há uma preocupação de que esse achado evidencie que possa ocorrer um impacto similar entre os seres humanos. Contudo, ainda não há estudo que demonstre isso", disse, em comunicado, Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), e um dos autores da pesquisa.

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