Hanseníase: estudo reduz tempo de tratamento

Natali_CCM - 9 de outubro de 2017 - 09:17

Hanseníase: estudo reduz tempo de tratamento

Pesquisa comprova que é possível reduzir de um ano para seis meses o tratamento da doença

(CCM SAÚDE) — Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília, em parceria com o Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília (UnB), indica a redução de um ano para seis meses no tempo de tratamento da hanseníase.



Embora esteja controlada, a hanseníase ainda é uma doença que tem tratamento prolongado, fazendo com que alguns pacientes deixem de se medicar, o que pode fazer com que eles transmitam o mal e sofram com sequelas como deformações e perda de movimentos.

A redução nesse tempo de tratamento é uma revolução, segundo especialistas. O médico Gerson Oliveira Penna, coordenador da pesquisa, acredita que a novidade facilitará a rotina nos consultórios. "Com a padronização, os pacientes terão um tratamento melhor. Com isso, aumenta-se a qualidade de vida", disse ele ao jornal 'Correio Braziliense'.

"O estudo comprovou que o esquema de três remédios por seis meses é eficaz para todos os pacientes. Os medicamentos são os mesmos usados hoje", completou o especialista, após estudo com nove mil pessoas.

Com duração de dez anos, a pesquisa foi apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Saúde e gerou outras descobertas, inclusive sobre reinfecção.

"Quatro pacientes que acompanhamos tiveram um tipo diferente de hanseníase, como ocorre com a gripe, que tem cepas diferentes. Amostras deles foram avaliadas na Suíça. Ainda estamos estudando o que causa isso", completou Gerson.

Após a descoberta, a próxima etapa é se reunir para debater a adoção da estratégia, que pode ser implementada em todo o mundo.

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