Mulheres morrem mais de infarto que homens

Pedro.CCM - 9 de janeiro de 2018 - 22:07

Mulheres morrem mais de infarto que homens

Estudo sueco mostra que atendimento desigual causa acúmulo de óbitos femininos

(CCM SAÚDE) — As mulheres morrem mais do que os homens nos 12 meses seguintes a um ataque cardíaco, aponta estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e do Instituto Karolinska, na Suécia, com mais de 180 mil pacientes.



A causa dessa situação é grave. Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, as mulheres recebem tratamento muito pior que os homens após sofrerem um infarto, o que reduz o tempo de sobrevida delas, que apresentarem maiores riscos de terem um novo e fatal ataque do coração em até um ano.

O estudo demonstrou, por exemplo, que mulheres têm 34% menos chance de passarem por um procedimento de desbloqueio de artérias e 24% menos possibilidade de receberem prescrição de estatinas, medicamento que controla o colesterol.

Para Chris Gale, um dos autores do trabalho, essa diferença no tratamento diz respeito a uma concepção errada que se tem do perfil do paciente portador de doenças cardíacas, que seriam homens de meia-idade, acima do peso e possivelmente tabagistas.

Isso leva também a um risco 50% maior de erro no diagnóstico entre as mulheres, o que, por sua vez, afeta a capacidade do médico em pedir a realização dos exames corretos desencadeando um conjunto de falhas que pode ser fatal. "Se você erra na primeira oportunidade, você tem mais chance de errar o próximo atendimento. E isso vai se acumulando, levando a uma mortalidade maior", diz Gale.

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