Câncer de pele é diagnosticado em tomografia

Joana.Saude - 21 de dezembro de 2015 - 01:24

Câncer de pele é diagnosticado em tomografia

Exame não apresentou falsos negativos em teste com 20 pacientes e pode vir a substituir a biópsia, mais invasiva

(CCM SAÚDE) - Cientistas da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, estão desenvolvendo uma alternativa menos invasiva para detecção do melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele. Em artigo publicado na revista 'Science Translational Medicine' da semana passada, pesquisadores relataram os benefícios do uso da tomografia para o diagnóstico da doença.



Com o auxílio de um tipo de tomografia avançada que dispensa o uso de radioatividade chamada MSOT, na sigla em inglês, os cientistas conseguiram resultados melhores de descoberta do melanoma do que pelo método tradicional, a biópsia. A nova técnica, que já foi testadas em 20 pacientes sem erros nos resultados, surgiu a partir de estudos anteriores que utilizaram tomografias computadorizadas com visualização em 3D para identificar tumores.

"Em 2014, um trabalho de colegas nossos mostrou que 79,2% dos pacientes com melanoma submetidos a essa análise obtiveram resultados negativos; ou seja, quase 80% deles poderiam ser poupados de cirurgias de biópsia", destacou ao jornal 'Correio Braziliense' Joachim Klode, pesquisador da universidade alemã.

Na técnica atual, o paciente recebe uma injeção de um corante fluorescente na região que existe a suspeita de tumor e, em seguida, é feita a MSOT geral e localizada. O corante emite uma resposta de luz ao ser exposto à tomografia.

"O corante e o MSOT provaram ser uma excelente abordagem de detecção, eliminando a necessidade de uso de radioatividade. Ainda foram capazes de melhorar a análise patológica, aumentando as taxas de detecção de metástases. Se validada em estudos maiores, essa abordagem poderia aliviar a necessidade de cirurgia invasiva em um número significativo de pacientes", observa Klode.

Os autores da pesquisa afirmaram, no entanto, que mais análises são necessárias em pacientes com perfis diferentes, e, se confirmada a eficácia do diagnóstico, este pode vir a ser testado para outros tipos de tumores, como o de mama, por exemplo.

Foto: © Pixabay.