Gêmeos idênticos têm risco maior de câncer

Pedro.Saude - 7 de janeiro de 2016 - 08:32

Gêmeos idênticos têm risco maior de câncer

Caso um irmão seja diagnosticado com a doença, possibilidade do outro também sofrer de câncer é de 46% em gêmeos univitelinos

(CCM SAÚDE) - Irmãos gêmeos apresentam risco aumentado de desenvolver câncer quando o outro for diagnosticado com a doença, revelou estudo internacional com mais de 200 mil gêmeos do mesmo sexo nascidos entre 1943 e 2010 em países escandinavos (Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia). A probabilidade de um irmão sofrer de câncer após o outro é maior entre gêmeos univitelinos, irmãos idênticos formados a partir de um mesmo óvulo e que portanto compartilham exatamente o mesmo código genético. Enquanto a taxa entre idênticos é de 46%, ela cai para 37% no caso de bivitelinos.

O estudo, publicado na revista da Associação Americana de Medicina, explicita o papel da hereditariedade no desenvolvimento do câncer, explicam os pesquisadores. "Gêmeos não possuem maiores chances de ter câncer do que não-gêmeos. Mas o que foi visto é que existe um risco maior de câncer se a pessoa tem um parente com a doença", afirma Lorelei Mucci, líder do trabalho e epidemiologista da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Apesar disso, os cientistas não eliminam a importância de fatores ambientais e hábitos de vida como responsáveis pelo aparecimento da doença. O tabagismo, por exemplo, importante fator de risco para diferentes tipos de câncer, pode influenciar nesta relação. "Também pudemos observar que existe chances maiores de um irmão fumar quando o outro consome tabaco. Casos como esse podem explicar a ocorrência de câncer em ambos", diz a pesquisadora.

De acordo com o levantamento, 38% dos gêmeos univitelinos e 26% dos bivitelinos desenvolveram a mesma forma de câncer e um terço dos participantes da pesquisa sofreram com a doença em algum momento da vida. Os tipos mais comuns registrados foram câncer de pele melanoma (58%), próstata (57%), pele não-melanoma (43%), ovário (39%), rim (38%) e mama (31%).

Foto: © Pixabay.