Paracetamol na gravidez aumenta risco de asma

Joana.Saude - 12 de fevereiro de 2016 - 15:09

Paracetamol na gravidez aumenta risco de asma

Estudo mostrou que 5,7% das crianças avaliadas começaram a ter crises de asma aos 3 anos

(CCM SAÚDE) – Uma pesquisa publicada no 'International Journal of Epidemiology' aponta que o risco de desenvolver asma na infância pode estar relacionado à exposição ao paracetamol durante a gestação. A partir de dados de um estudo norueguês sobre mães e filhos, cientistas da Noruega e da Inglaterra compararam associações entre diversas condições ao longo da gravidez com e sem o uso do analgésico e antitérmico, e o desenvolvimento posterior de asma em 114.500 crianças.

A exposição ao paracetamol durante a gravidez foi associada de forma consistente ao risco de desenvolver a doença alérgica aos 3 anos, apontam os cientistas. Eles investigaram a ocorrência da asma na idade de 3 a 7 anos e avaliaram a probabilidade de o surgimento da doença ser resultado dos três maiores usos do paracetamol na gestação: dor, febre e gripe. Segundo o estudo, 5,7% das crianças avaliadas começaram a ter crises de asma aos 3 anos, e 5,1%, aos 7.

"Descobrir efeitos adversos em potencial (na substância) é muito importante, já que o paracetamol é o analgésico mais usado por grávidas e crianças", disse Maria Magnus, coautora do estudo. Independentemente da condição que levou a mulher a recorrer ao remédio, os cientistas ressaltaram que o risco foi igual, e apontaram um risco maior quando a grávida utilizou o medicamento mais de uma vez.

Estudos anteriores já haviam encontrado relação entre exposição ao paracetamol e o desenvolvimento de asma entre crianças, mas a pesquisa atual apresentou diferencial por incluir os motivos pelos quais as mulheres usaram a substância.

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