Meditar eleva imunidade e diminui pressão

Natali.Saude - 26 de abril de 2016 - 11:26

Meditar eleva imunidade e diminui pressão

Exames mostram que depressão, ansiedade e tensões também são minimizados com a prática de relaxamento

(CCM SAÚDE) — A meditação tem sido objeto de estudos que avaliam sua abordagem terapêutica contra inúmeras doenças. Devido ao fato de ser um exercício cerebral, a meditação proporciona o aumento dessa área, o crescimento do número de neurônios e o aumento das redes de comunicações cerebrais.



"Exames de imagens mostram que áreas relacionadas à felicidade ficam ativas. Por outro lado, ela diminui a atividade neurológica de regiões ligadas às indagações, ao mal-estar e às tensões, o sistema límbico", diz Rubens de Aguiar Maciel, coordenador do Programa de Meditação Aplicada à Saúde e ao Bem-estar da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o pesquisador, a meditação aumenta também a imunidade e altera a liberação de hormônios como o cortisol, associado ao estresse. Evidências científicas mostram que a meditação é benéfica como abordagem terapêutica para vários transtornos psicossomáticos, tais como ansiedade, depressão e problemas respiratórios e gástricos de fundo emocional. A técnica também se mostra eficaz para tratar dor crônica, hiperatividade e Alzheimer.

Com um trabalho de pós-doutorado que mostra os efeitos da meditação sobre a hipertensão arterial, Maciel acompanha pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em 12 testes, sendo que um deles consiste em medir a eficácia de um programa de oito semanas em que parte dos pacientes aprende a meditar e outra parte — o grupo controle — não.

"No grupo da meditação, os resultados são muito mais positivos com relação ao controle da pressão arterial. De fato, ela diminui, mas é importante dizer que, para isso, é preciso manter a prática da meditação. É um trabalho do dia a dia para o resto da vida", diz.

Atualmente, a meditação é utilizada no tratamento de doenças degenerativas cerebrais. No Brasil, há universidades e hospitais de referência que já incorporam a prática da meditação em alguns protocolos, como a Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Israelita Albert Einstein, também em São Paulo.

Foto: © Pixabay.
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