Bipolaridade pode gerar demência e suicídio

Natali.Saude - 3 de maio de 2016 - 09:47

Bipolaridade pode gerar demência e suicídio

Doença se manifesta por meio da alternância entre depressão e estado de euforia

(CCM SAÚDE) — A bipolaridade - que atinge cerca de 4,2 milhões de brasileiros atualmente - é a alternância entre estados de depressão e euforia. Diante de sua banalização, ela tem sido motivo de estudos, já que é a enfermidade que registra mais mortes por suicídio (cerca de 15% dos pacientes). Para se ter uma ideia, o risco de uma pessoa bipolar apresentar comportamento suicida é 28 vezes maior do que no restante da população.

Em geral, a expectativa de vida de homens bipolares é 13 anos menor e das mulheres, 12 anos menor do que da população em geral, segundo um estudo feito na Dinamarca. O transtorno bipolar, também chamado de psicose maníaco depressiva (PMD), ainda não tem causa definida, como explica a psiquiatra e psicanalista Sandra Maria Melo Carvalhais, coordenadora do curso de psiquiatria da Faculdade Ipemed de Ciências Médicas, em Belo Horizonte.

"Sabemos que há predisposição hereditária, vulnerabilidade e fatores que influenciam numa crise: eventos estressantes da vida ou estresse prolongado [conflitos interpessoais, perdas, mudanças que exigem muita adaptação] e o uso de substâncias psicoativas", diz Sandra.

Embora muitas pessoas sejam consideradas bipolares, por conta de alterações de comportamento, esse diagnóstico só é confirmado quando há alterações mais intensas, repetitivas e que interfiram na vida da pessoa de forma significativa, causando depressão, por exemplo, que é quando a pessoa não reage a estímulos positivos e tem prejuízos funcionais.

Todos os casos de transtorno bipolar exigem tratamento com especialista e acompanhamento terapêutico para que sejam reduzidos os riscos de demência e depressão, entre outros males.

Foto: © closeupimages - Shutterstock.com
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Última modificação: 3 de maio de 2016 às 09:47 por Natali.Saude.