Depressão aumenta risco de ação do HPV

Pedro.Saude - 3 de maio de 2016 - 15:28

Depressão aumenta risco de ação do HPV

Fragilidade emocional torna mulher mais suscetível às ações do papilomavírus, aponta estudo estadunidense

(CCM SAÚDE) — O papilomavírus humano (HPV) se aproveita de quadros depressivos e outros estados de fragilidade emocional da mulher para entrar em ação. A conclusão é de estudo da Universidade da Califórnia que mostrou como abalos psicológicos estão associados a um risco aumentado de manifestações da infecção e desenvolvimento de câncer do colo do útero entre mulheres jovens.



A pesquisa, coordenada pela pediatra Anna-Barbara Moscicki, acompanhou um grupo de 333 jovens de 19 anos infectadas pelo HPV durante 11 anos. A cada seis meses, elas compareciam a uma consulta ginecológica onde, além de recolhidas amostras do útero, eram perguntadas sobre seu estado emocional, nível de estresse e depressão.

O que se constatou foi um aumento expressivo na presença do HPV nas ocasiões em que a paciente dizia-se em piores condições emocionais. "Descobrimos que as mulheres que estavam deprimidas ou que haviam sofrido muito estresse eram mais propensas a ter persistência do HPV", afirmou Moscicki em comunicado.

Além disso, a forma como a mulher enfrentava o quadro de estresse ou depressão também influenciava no surgimento do vírus. Aquelas que aumentavam o consumo de tabaco, álcool e outras drogas durante o período de ansiedade e depressão apresentaram níveis ainda maiores do HPV nos exames.

Além de provocar lesões, coceiras, ardências e corrimento na vagina, o HPV, ao persistir no organismo humano sem o devido tratamento e acompanhamento, pode desencadear o câncer do colo do útero. Por conta disso, toda mulher a partir dos 25 anos deve realizar o exame Papanicolau anualmente.

Foto: © Platslee - Shutterstock.com
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