Vacina contra leishmaniose protege homem e cão

Natali.Saude - 29 de junho de 2016 - 09:53

Vacina contra leishmaniose protege homem e cão

Criada no Brasil, vacina pode significar o fim da eutanásia dos cães nos casos de leishmaniose visceral

(CCM SAÚDE) — Uma vacina desenvolvida em Minas Gerais pode reduzir o potencial de disseminação da leishmaniose visceral, além de evitar eutanásias em cães com a doença. Produzida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela promete impedir que o cachorro contaminado se mantenha como reservatório do protozoário que causa a doença, interrompendo a transmissão para outros cães e, até mesmo, para humanos.

Inédita, essa técnica e conduzida pelo Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o professor Rodolfo Cordeiro Giunchetti, coordenador dos estudos, a vacina tem, na composição, o antígeno do próprio inseto. Usa uma proteína do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha.

O funcionamento da vacina se dá da seguinte forma: quando a fêmea pica o cachorro infectado em busca de sangue, ela não será infectada e, portanto, não poderá transmitir o protozoário causador da leishmaniose. "Há indícios de que o hospedeiro contaminado bloqueia a infecção no inseto, o que interromperia o ciclo de transmissão, de modo que ele não conseguiria infectar novos cães ou mesmo o homem", diz o pesquisador.

Foto: © Pixabay.

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