Toxina botulínica pode corrigir estrabismo

Natali.Saude - 8 de setembro de 2016 - 10:07

Toxina botulínica pode corrigir estrabismo

Substância também é utilizada para combater os males da enxaqueca e cegueira funcional

(CCM SAÚDE) — A toxina botulínica tem sido amplamente utilizada para combater diversos males, porém um dos usos mais eficientes dessa substância é no combate ao estrabismo, benefício descoberto pelo oftalmologista estadunidense Alan Scott.

Ele descobriu que a toxina botulínica age localmente e não se espalha pelo organismo, permitindo que a substância seja utilizada de forma terapêutica em locais específicos, como no tratamento da enxaqueca crônica, que gera mais sensibilidade na pessoa por conta da alteração dos neurotransmissores.

No caso do estrabismo, o funcionamento da toxina botulínica ocorre da seguinte maneira: nos olhos, existe um equilíbrio entre os músculos, que sempre trabalham juntos. Porém, quando um faz mais força que o outro, o olho fica desviado. Neste caso, a toxina botulínica é aplicada no músculo bom, que ficará paralisado e se equilibra novamente com o outro.

No caso do blefaroespasmo, condição em que há contração involuntária dos músculos das pálpebras e os olhos se fecham, pode haver cegueira funcional, pois a pessoa fica com o olho mais tempo fechado do que aberto. A toxina é aplicada, neste caso, em alguns músculos para paralisá-los e, assim, retornar o comando de abrir e fechar para o indivíduo.

Para a enxaqueca, que gera sintomas como náusea, tontura, intolerância ou sensibilidade ao ambiente - luz, barulho, movimento e cheiro, o nervo trigêmeo libera neurotransmissores frequentemente como se o corpo estivesse com dor, então o cérebro fica produzindo inflamação e dor o tempo todo. A toxina age inibindo a liberação desses neurotransmissores.

Foto: © Christo - Shutterstock.com

Siga o CCM Saúde no Twitter