Cesárea é ligada a mais casos de obesidade

Natali.Saude - 12 de setembro de 2016 - 09:11

Cesárea é ligada a mais casos de obesidade

Pesquisa aponta que bebês que nascem por esse método não são expostos a bactérias saudáveis

(CCM SAÚDE) — Uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos aponta que crianças que nasceram de cesárea têm mais chances de desenvolver a obesidade. Segundo pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, isso pode ocorrer porque os bebês nascidos de parto normal são expostos a bactérias saudáveis presentes no corpo da mãe que têm um papel importante para regular a dieta.



O estudo, publicado na revista especializada Jama Pediatrics, acompanhou 22 mil bebês até a idade adulta. Nele, os pesquisadores descobriram, depois de fazer ajustes que levavam em conta vários fatores incluindo o peso e a dieta da mãe, que os bebês que nasceram por cesárea tinham 15% mais chances de desenvolver obesidade.

Em famílias nas quais os filhos nasceram com métodos diferentes, os que nasceram por cesárea tinham 64% mais chances de serem obesos do que os irmãos e irmãs nascidos por parto normal.

Segundo os estudiosos, a melhor explicação é a diferença existente na microbiota intestinal (ou flora intestinal) entre os bebês nascidos em diferentes tipos de parto. Para as mães que fazem cesárea, uma técnica para passar estss bactérias saudáveis para os bebês é a chamada "seeding" ("semeadura"), na qual o fluido vaginal que tem esta flora bacteriana é passado na criança. Entretanto, os médicos afirmam que esta técnica não está livre de riscos de infecção.

Atualmente, o Brasil tem o mais alto índice de cesarianas do planeta: 84% dos partos na rede privada são cesáreas e, na rede pública, a taxa é de 40%. Vale destacar que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15%.

Foto: © Suzanne Tucker - Shutterstock.com

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