Mortalidade materna cai à metade desde 1990

Pedro.Saude - 16 de setembro de 2016 - 14:10

Mortalidade materna cai à metade desde 1990

Melhora fica abaixo do objetivo do milênio da OMS e desigualdade entre regiões é agravada

(CCM SAÚDE) — A mortalidade materna - aquela que acomete mulheres entre o início da gravidez e os 42 dias seguintes ao parto - foi reduzida quase pela metade nos últimos 25 anos em todo o mundo, informa levantamento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Entre 1990 e 2015, a taxa de óbitos caiu de 385 para 216 por 100 mil nascimentos, representando uma queda de 44%.

No entanto, a boa notícia também traz alguns pontos negativos. Em 2000, a Organização Mundial da Saúde, no âmbito dos Objetivos do Milênio, estabeleceu uma meta de redução de 75% de mortalidade materna até 2015, situação não alcançada, portanto.

Além disso, os pesquisadores observaram um aprofundamento da desiguldade nos números entre países ricos e pobres. Atualmente, o risco de uma mulher grávida em uma nação desenvolvida morrer é de 1 em 4.800 casos. Já na África subsaariana, a probabilidade é de 1 em 36.

"Mulheres deveriam estar com a melhor saúde possível antes de engravidar e ter acesso aos cuidados adequados no pré-natal. Não há razão para a falta de controle sobre problemas comuns da gestação em algumas partes do mundo. Nós já sabemos o que fazer, mas falhamos na prática", aponta Stephen Kennedy, ginecologista da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em entrevista ao jornal 'The Guardian'.

No Brasil, o ritmo da redução está dentro da média mundial. De 1990 a 2013, a queda foi de 43%. Atualmente, ocorrem 62 mortes maternas por 100 mil nascimentos. Em números totais, 1.567 gestantes ou lactantes morreram no país em 2014.

Foto: © Rohappy - Shutterstock.com
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